As vendas de smartphones no Brasil caíram 11% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo uma pesquisa da Counterpoint Research. Essa foi uma contração significativa para o maior mercado do segmento na América Latina — e a expectativa é que a situação se agrave ainda mais no segundo semestre de 2026, devido ao aumento dos preços de memória e a consequente queda na produção nacional de smartphones, somados à desaceleração das vendas.
A Samsung liderou o mercado brasileiro com 42% de participação, seguida pela Motorola, que garantiu o segundo lugar com 31%. Embora ambas tenham ganhado participação no primeiro semestre deste ano, os volumes de vendas tanto da Samsung quanto da Motorola caíram (6% e 2%, respectivamente) em relação ao ano anterior.
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A Xiaomi manteve-se como a terceira maior marca (7% de participação), apesar de uma queda de 34% em relação ao ano anterior no primeiro semestre de 2026. Já a Apple — que segundo a Counterpoint é a marca de smartphones mais valiosa do Brasil — registrou um aumento de 19% nas vendas em relação ao ano anterior, elevando sua participação de mercado de 6% para 7%.

O desempenho da Apple foi impulsionado “pelo sucesso contínuo da linha iPhone 17 e pelas vendas sólidas dos modelos iPhone 16 e 16e”. As vendas da empresa também foram favorecidas por descontos em modelos de gerações anteriores. Ademais, a Apple enfrenta pouca concorrência no segmento de aparelhos acima de US$600, detendo 63% do mercado no primeiro semestre, enquanto a Samsung ficou com 34%.
Por fim, a chegada de fabricantes chinesas como Jovi (nome usado pela vivo no Brasil), HONOR, OPPO e realme intensificou a concorrência, embora a participação de mercado conjunta dessas empresas tenha caído de 26%, no primeiro semestre de 2025, para 20% no mesmo período deste ano.
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