Se você está minimamente inteirado sobre a indústria da tecnologia, é bem possível que eventualmente tenha cruzado com o tema baterias de silício-carbono, presentes em diversos smartphones lançados nos últimos anos.
Além de ser a tecnologia mais recente no mercado em relação a baterias de dispositivos portáteis, ela é um avanço e tanto em questão de densidade energética: com as mesmas dimensões de um componente de íon de lítio, é possível chegar a uma quantidade razoavelmente maior de miliampere-hora (mAh) utilizando silício-carbono.
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No entanto, esse tipo de tecnologia não está presente nos celulares de algumas empresas relevantes, como a Apple, o Google ou a Samsung. Por quê?
O YouTuber Marques Brownlee apresentou uma teoria: preocupação em relação à longevidade.
Ele argumentou que, considerando a possibilidade de expansão do volume do silício — consideravelmente maior do que o grafite, usado nas baterias dos iPhones — em situações adversas do cotidiano, danos à bateria ou até mesmo rachaduras poderiam ocorrer a longo prazo.
Ainda segundo ele, essas variáveis seriam consideradas pelas empresas citadas acima, pontuando que sua suspeita pode ser mesmo o principal motivo da não utilização desse material, após interagir com profissionais que trabalham na indústria.
No entanto, parte da comunidade contrapôs essa preocupação: afinal, o que MKBHD apontou como possibilidade para as novas baterias é, na verdade, um sabido desafio já enfrentado — e nem sempre superado — com as baterias de íons de lítio. Esses dilemas são, de maneira documentada, inerentes às baterias recarregáveis e não necessariamente um problema da nova composição.
Será que veremos iPhones com baterias parrudas de silício-carbono num futuro próximo?