O The Information publicou há pouco uma nova reportagem que revela alguns dos possíveis planos da Apple para os recursos de inteligência artificial do iOS 27, que poderá depender mais de processamento local do que se imaginava.
Mais precisamente, a Apple estaria usando uma versão do Gemini (do Google) para treinar um modelo de IA menor capaz de rodar no próprio iPhone, dispensando o envio de dados do usuário para servidores remotos — processo conhecido como “destilação”.
A empresa também estaria considerando adquirir a Liquid AI, uma empresa de Cambridge (Massachusetts, Estados Unidos) especializada justamente na execução local de modelos de IA. A expectativa, no entanto, é que a gigante de Cupertino não pare por aí e faça outras aquisições similares em breve.
Há, no entanto, obstáculos — inclusive envolvendo o próprio Gemini, que, ainda segundo The Information, requer tanto poder de fogo que a Maçã estaria com dificuldades para rodá-lo na sua infraestrutura de servidores de IA proprietária, o Private Cloud Compute.
Para contornar esse problema, a empresa teria tomado nas últimas semanas a decisão de processar certas consultas da nova Siri no Google Cloud com uma versão licenciada do Gemini. Ela também teria aprovado o uso de uma tecnologia de privacidade da NVIDIA, dando a entender que empregará chips da companhia comandada por Jensen Huang no processamento de parte dos seus recursos de IA.
Embora essas duas decisões signifiquem que a Apple não processará mais seus recursos de IA exclusivamente no Private Cloud Compute, é esperado que a companhia continue usando essa marca na sua próxima leva de recursos de IA, ressaltando o foco da empresa no quesito privacidade.
A expectativa é que a Apple anuncie novos recursos de IA para iPhone durante a WWDC26, que também será o palco da apresentação do iOS 27 e dos seus outros sistemas operacionais.