Em uma reunião com funcionários, o CEO 1 da Apple, Tim Cook, tratou da sua sucessão no comando da empresa e sobre as questões imigratórias dos Estados Unidos.
De acordo com informações da Bloomberg, a permanência de Cook à frente da Apple foi um dos temas que surgiram durante a reunião:
Eu passo muito tempo pensando em quem estará na sala daqui 5 anos, 10 anos. Estou obcecado com isso — quem estará na sala daqui 15 anos. Isso é uma parte importante de liderar, pensar sobre essas coisas e ter planos já definidos. Sabe, quando as pessoas chegam a uma certa idade, algumas vão se aposentar. Isso é meio que natural.
Embora a fala não tenha trazido nenhum anúncio concreto, ela surge em meio às crescentes especulações sobre a aposentadoria do executivo — vale lembrar, o CEO já está à frente da Maçã há quase 15 anos —, com as expectativas apontando para John Ternus, atual vice-presidente sênior de engenharia de hardware da Apple, como seu sucessor.
Tim Cook aborda novos produtos de IA, 50 anos da Apple e mais em reunião
Luiz Gustavo Ribeiro05/02/2026 • 18:44Cook também teria relatado sua preocupação em relação à escalada recente dos acontecimentos no país natal da Apple — o que incluiu a morte de dois cidadãos americanos por agentes do serviço imigratório estadunidense, o Immigration and Customs Enforcement (ICE) — durante uma reunião com seus funcionários.
Desde que me lembro, nós somos uma empresa mais esperta, sábia e inovadora porque nós atraímos os melhores e mais brilhantes talentos de todos os cantos do mundo.
O executivo reconhece o desconforto gerado pelos últimos acontecimentos e alega que “ninguém deve se sentir assim”. Cook, segundo o artigo, ainda reiterou seu compromisso de fazer lobby junto aos legisladores americanos sobre o tema.
Vale lembrar que, no mês passado, ele já havia se posicionado sobre o atual cenário social e político dos EUA em um memorando destinado aos funcionários da Apple, no qual alegava que era necessária uma “desescalada” e relatava ter tratado do tema com o presidente Donald Trump.
A postura mais crítica destoa da relação pública entre Cook e o presidente dos EUA desde o ano passado, quando Trump assumiu seu segundo mandato: além da sua presença em um evento fechado promovido por Melania Trump (primeira-dama dos EUA e esposa do presidente) em meio a episódios controversos envolvendo ações do ICE (como a morte do enfermeiro americano Alex Pretti), ele presenteou Trump com uma placa de vidro e ouro de 24K da Corning e doou US$1 milhão pessoalmente para a cerimônia de posse, entre outras ações.