A Amazon ultrapassou US$ 3 trilhões (cerca de R$ 15,24 trilhões) em valor de mercado pela primeira vez. O avanço ocorreu após resultados financeiros positivos e uma forte valorização das ações, impulsionadas pelo crescimento da inteligência artificial e da computação em nuvem.
A marca coloca a empresa em um grupo restrito de gigantes da tecnologia e mostra como a disputa pela IA já influencia diretamente o desempenho das maiores companhias do mundo.

Nuvem e inteligência artificial aceleram valorização da Amazon
Segundo a Reuters, as ações da Amazon subiram 5,5% e atingiram uma máxima histórica de US$ 286,20 (cerca de R$ 1.450). Com isso, os papéis passaram a acumular alta superior a 23% no ano.
O movimento ganhou força após a companhia registrar o maior crescimento de sua área de computação em nuvem em mais de quatro anos. A empresa também aumentou sua previsão de investimentos anuais, indicando novos aportes em infraestrutura tecnológica.
A Amazon Web Services (AWS), principal fonte de lucro da companhia, tem sido beneficiada pelo aumento da demanda por serviços usados no desenvolvimento de aplicações de inteligência artificial.
Entre os fatores que impulsionaram a valorização estão:
- Crescimento da computação em nuvem;
- Maior procura por infraestrutura de inteligência artificial;
- Investimentos bilionários em tecnologia;
- Reação positiva dos investidores aos resultados da empresa.
Amazon amplia investimentos na disputa pela IA
A corrida pela inteligência artificial levou a Amazon a acelerar seus investimentos no setor. A companhia anunciou um novo aporte na Anthropic e revelou planos de investir até US$ 50 bilhões (cerca de R$ 254 bilhões) na OpenAI.
A estratégia ajudou a melhorar a percepção dos investidores sobre os gastos da empresa com IA. A Microsoft também teve uma avaliação positiva do mercado por sua atuação nessa área.
Já Tesla, Alphabet e Meta enfrentaram críticas porque seus investimentos elevados em inteligência artificial pressionaram o fluxo de caixa no último trimestre.

Gigante da tecnologia chega ao grupo dos trilionários
Fundada por Jeff Bezos em 1994, a Amazon levou pouco mais de dois anos para adicionar US$ 1 trilhão (aproximadamente R$ 5,08 trilhões) ao seu valor de mercado, depois de alcançar a marca de US$ 2 trilhões (cerca de R$ 10,16 trilhões) em junho de 2024.
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A companhia agora se junta a Apple, Microsoft, Alphabet e Nvidia, empresas que também já ultrapassaram US$ 3 trilhões (R$ 15,24 trilhões) em valor de mercado. A Nvidia aparece atualmente como a maior delas, com capitalização próxima de US$ 5 trilhões (cerca de R$ 25,4 trilhões).
O resultado mostra que a Amazon deixou de ser vista apenas como uma gigante do comércio eletrônico. Hoje, sua infraestrutura de nuvem e seus investimentos em inteligência artificial têm papel central na avaliação feita pelo mercado.
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