O presidente da BYD, Wang Chuanfu, afirmou nesta terça-feira (9) que a empresa chinesa deve se tornar a maior montadora do mundo em até cinco anos, em uma tentativa de tranquilizar investidores após uma forte queda no preço das ações da companhia.
A BYD, que ficou na sexta posição global em 2025, com 4,6 milhões de veículos vendidos, tem enfrentado dificuldades para retomar o crescimento depois de ter suas vendas domésticas afetadas pela concorrência mais intensa com rivais locais ao longo do último ano.
No período de 12 meses, as ações da empresa caíram mais de 45% em relação ao pico em Hong Kong, enquanto os papéis listados em Shenzhen (China) recuaram 33%.
Durante a assembleia anual de acionistas da companhia, realizada na sede da empresa em Shenzhen, Wang falou a cerca de mil acionistas e destacou a necessidade de ampliar a produção da bateria Blade de segunda geração, apontada por ele como o principal gargalo de crescimento neste ano, segundo o jornal estatal Shanghai Securities News. O relato foi confirmado por um participante da reunião.
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BYD será a número um em cinco anos?
- “A BYD se tornará verdadeiramente a número um de montadoras globalmente em termos de escala em cinco anos”, disse Wang, ao ressaltar a força das exportações da companhia e os avanços tecnológicos, incluindo melhorias em baterias e em sistemas de recarga rápida, que, segundo ele, devem impulsionar o crescimento dentro e fora da China;
- Nesta quarta-feira (10), a BYD confirmou que Wang disse querer ver a empresa como a montadora número um do mundo, mas não respondeu a novas perguntas da Reuters sobre outros detalhes discutidos no encontro;
- Para atingir esse objetivo, a empresa precisaria superar a Toyota, que vendeu em 2025 mais que o dobro de veículos da BYD;
- A montadora japonesa, segundo dados da China Passenger Car Association, viu sua participação em mercados externos encolher em regiões como Sudeste Asiático e Oriente Médio, onde fabricantes chineses registraram forte expansão neste ano.
Entre janeiro e maio, as exportações da BYD cresceram 65% em relação ao mesmo período do ano anterior, com Brasil, Reino Unido e Austrália entre seus principais mercados, impulsionadas por barreiras comerciais relativamente baixas. Esse avanço, porém, não foi suficiente para compensar a fraqueza no mercado doméstico, já que as entregas totais no mesmo intervalo caíram mais de 20%.
Na manhã desta quarta, as ações da BYD recuavam 4,3% em Hong Kong e 1,6% em Shenzhen.
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