Empresas grandes já apostaram em dispositivos com peças substituíveis. Um exemplo é a Lenovo, que desenvolveu um laptop modular. Agora, um novo aparelho promete levar a proposta além: o open_slate é um tablet modular com sistema Android desenvolvido para funcionar entre 5 e 10 anos, com bateria e armazenamento substituíveis.
O projeto é uma continuação do trabalho da Brax Technologies, empresa que já havia lançado o smartphone Brax3, focado em privacidade, no final de 2024. Na época, o dispositivo, que roda em sistema Android de código aberto livre do Google, arrecadou US$ 2,3 milhões em financiamento coletivo para sair do papel.
Agora, vem o tablet. Ele foi construído em torno do chipset MediaTek Genio 720 octa-core, possui uma tela de 12 polegadas e um chassi reforçado com TPU resistente. A versão básica oferece 8 GB de RAM e 128 GB de armazenamento, com display IPS de 2.4K a 90 Hz.
Para usuários que buscam mais desempenho, a versão Pro tem 12 GB de RAM, 256 GB de armazenamento e tela OLED de 2.8K com taxa de atualização de 120 Hz. Ambas as configurações suportam reconhecimento de toque com até 10 dedos simultaneamente.
O diferencial do open_slate está em sua arquitetura modular, que permite abertura rápida com uma chave de fenda comum. Uma vez aberto, os usuários podem trocar a bateria quando sua capacidade começar a diminuir ou simplesmente inserir uma bateria completamente carregada para dias de uso intenso.
O tablet também disponibiliza um slot M.2 que aceita diferentes tipos de componentes. É possível expandir o armazenamento interno com um SSD de até 1 TB, instalar um modem celular para conectividade 5G ou adicionar placas aceleradoras de IA para executar modelos de linguagem localmente.
O modelo também oferece uma ampla gama de portas de conexão: duas portas USB 2.0 Type-C, uma porta USB 3.2 Type-C, uma combinação USB-C 3.2 com DisplayPort, uma porta Micro HDMI, uma porta USB-A 2.0 e entrada de áudio de 3,5 mm. Essa configuração permite conectar monitores externos, periféricos e acessórios tradicionais, como mouse e teclado.
Ele ainda vem com sistema de câmeras, com duas câmeras traseiras de 16 megapixels e uma frontal de 8 megapixels.

Foco em privacidade e segurança
- Usuários preocupados com privacidade encontrarão cinco interruptores físicos individuais que permitem desabilitar completamente as câmeras, microfone, GPS, Bluetooth e Wi-Fi;
- Segundo Rob Braxman, defensor da privacidade na internet e criador do projeto, o tablet suportará os sistemas operacionais Linux, incluindo Ubuntu, e diferentes versões do Android;
- Entre os sistemas operacionais compatíveis estão BraxOS e AOSP, que não exigem conta Google. Essa abordagem visa usuários que buscam maior controle sobre seus dados pessoais.

Tablet está disponível em financiamento coletivo
O open_slate está disponível para compra via financiamento coletivo no Indiegogo.
A versão básica com 8 GB de RAM, 128 GB de armazenamento e display IPS está disponível por US$ 469 (cerca de R$ 2.450). Já a versão Pro, equipada com 16 GB de RAM, 256 GB de armazenamento e tela OLED, custa US$ 629 (cerca de R$ 3.300).
A Brax Technologies também oferece periféricos, como mouse, teclado e canetas.
Vale lembrar que financiamentos coletivos têm riscos, já que, caso não atinjam a meta, os produtos podem nunca sair do papel. Não é o caso do tablet open_slate: a campanha já arrecadou mais de US$ 910 mil, sendo que a meta era US$ 100 mil.
A expectativa é que os envios comecem em setembro deste ano. As taxas de entrega são calculadas no ato da compra.
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