A SunRISE, missão da NASA formada por seis pequenos satélites que vão estudar emissões de rádio do Sol, tem lançamento previsto para não antes de meados de 2027. O lançamento será realizado a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, a bordo de um foguete Falcon Heavy da SpaceX.
Os seis satélites serão colocados em formação para funcionar como um único grande radiotelescópio, permitindo acompanhar ondas de rádio produzidas por partículas energéticas na atmosfera solar. A observação pode ajudar a compreender eventos capazes de representar riscos para satélites e astronautas.
Seis satélites vão observar explosões de rádio do Sol
Cada unidade da SunRISE tem aproximadamente o tamanho de um forno elétrico pequeno. Juntos, os seis SmallSats vão operar um pouco acima da órbita geoestacionária, a cerca de 35 mil quilômetros de altitude.
A missão vai acompanhar sinais de rádio gerados por partículas aceleradas que deixam a atmosfera do Sol, também chamada de corona. Essas ondas de rádio chegam à Terra antes das partículas energéticas solares associadas aos eventos.
Em situações extremas, esses eventos de partículas podem danificar satélites e afetar astronautas. Por isso, a capacidade de acompanhar as ondas de rádio antes da chegada das partículas pode contribuir para melhorar os esforços de previsão e mitigação desses fenômenos.
O lançamento será feito como uma missão compartilhada, em um Falcon Heavy da SpaceX, junto a uma carga patrocinada pelo Space Systems Command, da Força Espacial dos Estados Unidos.

Satélites já passaram por testes
Os seis SmallSats da SunRISE já concluíram as etapas de montagem e testes no Space Dynamics Laboratory da Universidade Estadual de Utah, em Logan.
As espaçonaves permanecerão armazenadas no local até serem enviadas para a Flórida pouco antes do lançamento. A missão está atualmente prevista para decolar não antes de meados de 2027.
A SunRISE é uma Mission of Opportunity da Divisão de Heliofísica da Diretoria de Missões Científicas da NASA. O projeto faz parte do Explorers Program, administrado pelo Goddard Space Flight Center, em Greenbelt, Maryland.
A investigação científica é liderada pela Universidade de Michigan, em Ann Arbor, que também fornece o centro de operações científicas. Já o projeto é gerenciado pelo JPL, divisão do Caltech em Pasadena, Califórnia, responsável também pelo centro de operações da missão.
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