SynthID: Google libera ferramenta que revela se conteúdo foi feito por IA

SynthID: Google libera ferramenta que revela se conteúdo foi feito por IA

O Google abriu para o público geral o site do SynthID, sua ferramenta de checagem de conteúdos gerados por inteligência artificial. O serviço analisa imagens, áudios e vídeos em busca de marcas d’água digitais que ajudam a verificar se aquele material foi criado por uma ferramenta compatível.

Antes restrita a pesquisadores, jornalistas e outros profissionais selecionados para testes, a plataforma agora está disponível para qualquer pessoa. A novidade amplia o acesso a uma tecnologia criada para ajudar a investigar a origem de conteúdos cada vez mais difíceis de diferenciar de registros reais.

Um close-up de uma lente de aumento segurada sobre o logotipo icônico do Google exibido em um monitor de computador, destacando o poder da pesquisa.
A tecnologia do Google já é usada em ferramentas como Gemini, Veo e Lyria para marcar conteúdos criados por IA. – Imagem: Mijansk786/Shutterstock

Como funciona o rastreio de mídias

Identificar um conteúdo sintético virou um desafio na internet. Com geradores cada vez mais precisos, o SynthID procura uma marca d’água imperceptível ao olho humano, inserida no arquivo no momento em que ele é gerado.

O método, porém, depende de uma condição: a ferramenta utilizada para criar o conteúdo precisa incorporar o SynthID. Sem essa identificação, o sistema não consegue fazer a mesma verificação.

O site também foi preparado para trabalhar com diferentes tipos de arquivos:

  • Imagens: JPG, JPEG, PNG, BMP, WEBP, AVIF, HEIC, HEIF, TIFF, TIF e GIF;
  • Vídeos: MP4, MOV e WEBM;
  • Áudios: WAV, MP3, OGG, FLAC, AAC e M4A.

Adoção no mercado e grandes parceiros

A tecnologia já está presente nos modelos e ferramentas do ecossistema Google, incluindo Gemini, Veo e Lyria, além de recursos como Flow, ProducerAI e Vids. A verificação também foi integrada ao aplicativo Gemini e ao Google Chrome. Segundo a empresa, o sistema recebe atualmente cerca de 1 milhão de solicitações por dia.

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O alcance do padrão vai além do Google. OpenAI, Nvidia e Kakao também oferecem suporte ao SynthID, enquanto a Apple deve incorporar a tecnologia ao Apple Intelligence “em breve”. A OpenAI mantém ainda seu próprio site para verificar conteúdos.

Essa expansão ocorre em um cenário no qual outras empresas adotam soluções próprias. Microsoft e Meta, por exemplo, possuem padrões para marcação e verificação de conteúdos gerados por IA. Essas ferramentas, contudo, não são infalíveis e podem falhar na identificação de materiais produzidos pelos próprios modelos de suas empresas.

SynthID Detector
Imagens, vídeos e áudios podem ser analisados pelo site do SynthID em busca de marcas d’água invisíveis. – Imagem: Reprodução/Google

Os limites da verificação

A chegada do SynthID ao público amplia as possibilidades de checagem, mas não transforma a ferramenta em um detector universal de inteligência artificial. Seu funcionamento continua condicionado à presença da marca d’água no material analisado.

Por isso, a utilidade do sistema cresce conforme mais ferramentas de geração adotam o padrão. Para o usuário, a tecnologia passa a oferecer uma maneira adicional de investigar a origem de imagens, vídeos e áudios encontrados na internet, sem depender apenas da aparência do conteúdo.

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