Conforme noticiado pelo Olhar Digital, nesta quarta-feira (17) a Lua esteve em conjunção com Vênus, chegando a provocar um “eclipse” do planeta para alguns observadores – veja imagens aqui. No mesmo cenário, Júpiter e Mercúrio também estavam visíveis, completando uma espécie de minidesfile planetário no céu.
Se você perdeu esse espetáculo, não se preocupe – esta noite, tem mais! Esses corpos celestes continuam aparecendo próximos uns dos outros porque suas posições no céu mudam muito pouco ao longo de apenas alguns dias.

Como ver o “minidesfile” de planetas
Do ponto de vista de um observador em São Paulo, eles começam a aparecer logo após o pôr do Sol, no sentido noroeste. Com o avanço da noite, o céu vai escurecendo e a visualização fica mais fácil. O primeiro a sumir no horizonte é Mercúrio, por volta das 19h. Em seguida, Júpiter se põe pouco antes das 20h, seguido pela Lua junto com Vênus.
A Lua estará em magnitude de -10.3, a de Mercúrio será de 0.8, a de Júpiter -1.8 e a de Vênus -4.0. Quanto mais brilhante um objeto parece, menor é o valor de sua magnitude (relação inversa). O Sol, por exemplo, que é o objeto mais brilhante do céu, tem magnitude aparente de -27.
O quarteto não estará próximo o bastante para caber ao mesmo tempo dentro do campo de visão de um telescópio, mas será visível a olho nu ou com um par de binóculos.
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É possível ver a luz cinérea da Lua
Segundo Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON) e colunista do Olhar Digital, além da presença desses três planetas no céu, a fase atual da Lua favorece a observação da luz cinérea – que aparece na foto abaixo, registrada pelo especialista.

“A luz cinérea é o brilho fraco que a gente pode observar no lado não iluminado da Lua quando ela se encontra próxima à sua fase nova”, explica Zurita. “E aí vale destacar a impressão que a astronauta Christina Koch passou durante a missão Artemis 2, que ela falou do brilho intenso da Terra quando vista da Lua. Quando a Lua está na fase nova, ou próxima dela, é que a Terra está mais iluminada para quem vê da Lua. Então, justamente esse brilho intenso da Terra, quando ela está iluminada pelo Sol, é que acaba iluminando o lado escuro da Lua nessa fase em que ela se encontra nesse momento. E aí é interessante a gente observar esse brilho quando ela está nesta fase, como um fino crescente no céu”.
Então, continuem de olho no céu para ver (ou rever) o “minidesfile” planetário perto da Lua.
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