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A Apple encerra hoje um capítulo marcante em sua história. O atual diretor-executivo da companhia, Tim Cook, deixará o cargo após quase 15 anos à frente da empresa e será substituído por John Ternus, atual chefe de engenharia de hardware.
Cook assumirá a função de chairman executivo a partir de 1º de setembro, enquanto Ternus passará a ocupar o posto de CEO e também integrará o conselho de administração da empresa.
Em abril deste ano, quando comunicou a mudança, a big tech explicou que Cook permaneceria no cargo de CEO durante o verão no hemisfério norte para conduzir uma transição gradual ao lado de seu sucessor. “Cook continuará em seu cargo de CEO durante o verão, trabalhando em estreita colaboração com Ternus para uma transição tranquila”.
A mudança marca a primeira transição de comando desde 2011, quando Cook assumiu a liderança da Apple no lugar de Steve Jobs, pouco antes da morte do fundador. Com a nomeação, Ternus se tornará o oitavo CEO da história da companhia.
Em declaração, Cook destacou sua trajetória à frente da empresa. “Foi o maior privilégio da minha vida ser o CEO da Apple e ter tido a confiança para liderar uma empresa tão extraordinária”, afirmou. “Amo a Apple com todo o meu ser e sou muito grato por ter tido a oportunidade de trabalhar com uma equipe de pessoas tão engenhosas, inovadoras, criativas e profundamente atenciosas, que se mantiveram firmes em sua dedicação para enriquecer a vida de nossos clientes e criar os melhores produtos e serviços do mundo.”
Números da Apple sob a batuta de Cook
- A saída de Cook encerra um dos períodos de gestão mais bem-sucedidos da história empresarial estadunidense;
- Durante seu comando, o lucro anual da Apple quadruplicou, ultrapassando os US$ 108 bilhões (R$ 534,9 bilhões) em 2011 para chegar a mais de US$ 416 bilhões (R$ 2 trilhões) em 2025;
- Já o valor de mercado da companhia cresceu mais de dez vezes, indo de US$ 350 bilhões (R$ 1,7 trilhão) para cerca de US$ 4,6 trilhões atualmente (R$ 23,8 trilhões);
- Além dos resultados financeiros, Cook liderou a expansão da empresa para novas categorias de produtos, incluindo o mercado de dispositivos vestíveis, com o lançamento do Apple Watch e dos AirPods, além do headset de realidade virtual Vision Pro, lançado em 2024 e que enfrentou dificuldades para ganhar adoção no mercado;
- De acordo com documentos regulatórios recentes, Cook recebeu uma remuneração total de US$ 74,6 milhões (R$ 370,2 milhões) no último ano, incluindo salário-base de US$ 3 milhões (R$ 14,8 milhões) e compensações em ações;
- A revista Forbes estima seu patrimônio líquido em US$ 2,2 bilhões (R$ 10,9 bilhões).

E quem é John Ternus?
Seu sucessor, John Ternus, é vice-presidente sênior de engenharia de hardware e trabalha na Apple há 25 anos. Ele ingressou na companhia quatro anos após se formar em engenharia mecânica pela Universidade da Pensilvânia (EUA) e era amplamente apontado como o principal candidato à sucessão.
À frente da área de hardware, Ternus supervisionou equipes responsáveis pelo desenvolvimento de produtos, como iPhone, iPad, Mac, Apple Watch, AirPods e Vision Pro.
“Sou profundamente grato por esta oportunidade de dar continuidade à missão da Apple”, disse Ternus no comunicado da Apple. “Tendo passado quase toda a minha carreira na Apple, tive a sorte de trabalhar com Steve Jobs e de ter Tim Cook como meu mentor. Foi um privilégio ajudar a moldar os produtos e as experiências que mudaram tanto a forma como interagimos com o mundo e uns com os outros. Estou cheio de otimismo em relação ao que podemos alcançar nos próximos anos e muito feliz por saber que as pessoas mais talentosas do mundo estão aqui na Apple, determinadas a fazer parte de algo maior do que qualquer um de nós. Sinto-me honrado em assumir este cargo e prometo liderar com os valores e a visão que definem este lugar especial há meio século.”
A nova gestão assume a companhia em um momento de desafios, incluindo uma cadeia de suprimentos cada vez mais complexa, tensões geopolíticas, tarifas impostas durante o governo Donald Trump e escassez de memória RAM relacionadas à crescente demanda por chips de inteligência artificial (IA).
Com a transição, a Apple busca manter a continuidade de sua estratégia enquanto se prepara para enfrentar um cenário global mais desafiador.
Um novo capítulo para a NASA – e para a Ciência
Ao longo de duas décadas, a NASA desenvolveu um equipamento capaz de observar grandes áreas do céu e, com isso, investigar alguns dos maiores mistérios do Universo. Agora, essa história entra em um novo e decisivo capítulo.
Neste domingo (30), às 8h26 (horário de Brasília), o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman foi lançado a bordo de um foguete Falcon Heavy, da SpaceX, a partir do Complexo de Lançamento 39A do Centro Espacial Kennedy, na Flórida – com transmissão ao vivo pelo Olhar Digital!
Agora, ele segue em direção à sua morada no espaço: o Ponto de Lagrange 2 (L2), uma região de estabilidade gravitacional localizada a aproximadamente 1,5 milhão de quilômetros da Terra, o que corresponde a cerca de quatro vezes a distância entre o nosso planeta e a Lua.
A escolha do Ponto L2 oferece vantagens estratégicas e operacionais fundamentais para a astronomia de precisão. Nessa posição, o alinhamento natural entre o Sol, a Terra e o telescópio permite que o escudo térmico da espaçonave bloqueie a radiação e o calor do Sol e da Terra de forma contínua, mantendo os instrumentos ópticos em temperaturas extremamente baixas. Além disso, o Ponto L2 proporciona uma visão desimpedida do cosmos, permitindo que o observatório aponte seus instrumentos para o espaço profundo sem a interferência constante do disco terrestre.
Telescópio leva nome da “mãe” do Hubble
Batizado em homenagem à astrônoma Nancy Grace Roman, considerada “mãe” do Telescópio Espacial Hubble, o observatório vai produzir um levantamento amplo do céu, permitindo acompanhar a formação e a transformação de galáxias ao longo da história cósmica. A grande quantidade de dados também será usada para estudar a matéria escura e a energia escura, dois componentes que continuam entre os principais enigmas da astronomia.
Outra frente importante será a busca por exoplanetas, incluindo mundos que possam apresentar condições interessantes para a existência de vida. Ao combinar essas diferentes linhas de pesquisa, o Roman deverá oferecer novos dados sobre a evolução do Universo e sobre a variedade de sistemas planetários que existem além do nosso.
A missão também terá como foco os exoplanetas. Com técnicas como coronografia e microlente gravitacional, o telescópio poderá encontrar e estudar diferentes tipos de mundos fora do Sistema Solar, ajudando a definir quais deles merecem investigações futuras.
Embora não consiga procurar diretamente sinais de vida em planetas semelhantes à Terra, o Roman também ajudará a desenvolver tecnologias e conhecimentos necessários para futuras missões dedicadas à busca por mundos habitáveis.

Roman fará mapeamento do Universo sem precedentes
A escala de mapeamento do Roman não tem precedentes na história da exploração espacial:
- Campo de visão ampliado: cada fotografia individual capturada pelo Roman cobrirá uma área do céu cerca de 100 vezes maior do que uma imagem equivalente do Hubble, mantendo exatamente a mesma nitidez e resolução espacial.
- Velocidade de varredura: o observatório será capaz de realizar levantamentos do céu até mil vezes mais rápido do que o Hubble.
- Volume de cobertura: em seus primeiros cinco anos de operação, o telescópio fotografará mais de 50 vezes a área do céu que o Hubble cobriu ao longo de três décadas de serviços prestados.
A NASA prevê pelo menos cinco anos de operação, período em que o observatório deverá gerar cerca de 20 petabytes de dados. Com isso, o Roman poderá ampliar significativamente o conhecimento sobre o Universo e preparar o caminho para a próxima geração de telescópios espaciais.
Quer saber tudo sobre o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman? Acesse nossa reportagem especial aqui. Temos também uma reportagem especial no YouTube!
Órbita terrestre chega ao limite, segundo especialista espacial
A órbita baixa da Terra está ficando lotada. Mais de 34 mil satélites e pedaços de detritos circulam pela região, aumentando a preocupação com colisões que podem danificar ou destruir espaçonaves. A SpaceX é uma das principais responsáveis por esse crescimento. A empresa já tem mais de 10 mil objetos ligados à Starlink em órbita e utiliza sistemas autônomos para desviar de outros equipamentos quando há risco de colisão.
Starship: SpaceX testa motores antes de voo histórico do megafoguete
A SpaceX realizou, nesta sexta-feira (28), um teste estático com todos os 33 motores do primeiro estágio Super Heavy na plataforma de lançamento da Starbase, no sul do Texas. Toda a operação foi realizada em solo, sem que houvesse, de fato, uma decolagem.
O procedimento faz parte dos preparativos para o 14º voo do megafoguete Starship. Previsto para setembro, o lançamento será histórico, uma vez que a empresa planeja colocar, pela primeira vez, os satélites Starlink V3 em órbita operacional.
El Niño: Brasil pode ter ao menos seis ondas de calor até o fim do ano
Os primeiros sinais do El Niño no Brasil já começaram a aparecer e devem se intensificar em breve. Caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico tropical, o fenômeno costuma trazer mais chuvas para o Sul do país e agravar a seca nas regiões Norte e Nordeste.
Mas há um cenário que se repete em todo o território brasileiro: o calor extremo. De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Brasil deve passar por ao menos seis ondas de calor até o fim deste ano.
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