Resumo do OD: robô humanoide supera Bolt; China adia viagem à Lua

Resumo do OD: robô humanoide supera Bolt; China adia viagem à Lua

A segunda edição dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides teve início oficialmente no sábado (22), no Circuito Nacional de Patinação de Velocidade de Pequim, com mais de mil máquinas demonstrando suas capacidades na capital chinesa.

E olha isso!

Um robô humanoide chinês correu os 100 metros em 9,39 segundos durante o evento. O resultado ficou abaixo do recorde mundial humano de 9,58 segundos, estabelecido pelo jamaicano Usain Bolt em 2009.

Veja o vídeo aqui!

O robô responsável pela marca é o Tiangong Ultra, desenvolvido pelo Beijing Humanoid Robot Innovation Center. Ele venceu sua bateria depois de ultrapassar o Lightning, robô humanoide da Honor, na reta final. Lightning terminou a prova em 9,47 segundos, também abaixo do recorde de Bolt.

O resultado representa uma evolução significativa em relação à primeira edição da competição. No ano passado, o Tiangong Ultra venceu os 100 metros com o tempo de 21,50 segundos. Em apenas um ano, portanto, a marca registrada pelo mesmo robô caiu mais de 12 segundos.

Os jogos continuam até quarta-feira (26).

China adia missão Chang’e-7 ao polo sul da Lua

A Agência Espacial Tripulada da China anunciou neste domingo (23) o adiamento da missão Chang’e-7, que levaria uma sonda ao polo sul da Lua com o objetivo de buscar água. O lançamento estava previsto para este fim de semana.

Após uma “avaliação exaustiva”, a agência concluiu que a missão “não atende às condições de lançamento” e não ocorrerá na janela prevista para este ano. A decisão foi tomada com base nos princípios de “prudência, confiabilidade e sucesso absoluto da missão”, segundo a própria agência. Não foram divulgados detalhes sobre quais condições não foram atendidas, tampouco uma nova data para o lançamento.

O anúncio ocorre menos de duas semanas após a explosão de um foguete chinês durante o lançamento. A agência não mencionou explicitamente esse incidente como fator para o adiamento da Chang’e-7.

Esta missão integra a estratégia de Pequim de colocar astronautas na superfície lunar até 2030. Impulsionada por investimentos bilionários nos últimos anos, a iniciativa é tratada pelo presidente Xi Jinping como o “sonho espacial” chinês.

Outro passo fundamental na exploração espacial chinesa ocorreu em julho, quando o país pousou um foguete reutilizável de forma inédita, visando o desenvolvimento tecnológico e a redução dos custos operacionais. Na mesma corrida, os Estados Unidos buscam um objetivo lunar semelhante por meio do programa Artemis.

IA freia crescimento salarial antes de cortar vagas

O maior receio do mercado em relação à inteligência artificial (IA) é a eliminação de postos de trabalho, mas o impacto inicial da tecnologia tem se mostrado mais discreto. Um novo estudo da gestora americana Apollo Global Management aponta que a principal mudança não está nas demissões, mas na desaceleração no aumento de salários.

Ao analisar 321 ocupações nos Estados Unidos, a pesquisa identificou que profissionais de áreas com alta exposição à IA tiveram um crescimento salarial 6,7 pontos percentuais menor do que trabalhadores de setores menos expostos.

O impacto atinge com mais força os trabalhadores de menor renda, que chegaram a registrar uma perda relativa de 10,7% na evolução de seus ganhos. Em contrapartida, o levantamento não encontrou evidências estatísticas significativas de que a IA esteja destruindo empregos.

Saiba mais.

Como modelos de IA podem gerar ciberataques em massa?

Um alto executivo da OpenAI declarou que a sociedade deve se preparar para se defender de ataques cibernéticos “contínuos e persistentes” orquestrados por IAs. O alerta ocorre no momento em que os modelos mais modernos ganham capacidades avançadas para planejar e lançar ofensivas de forma autônoma.

Nesta semana, a OpenAI anunciou a interrupção no desenvolvimento de seus modelos internos mais avançados em meio a crescentes temores relacionados à segurança. Chris Lehane, diretor de assuntos globais da empresa, afirmou: “Estamos entrando em um novo capítulo, um momento diferente dentro da IA em termos do que as capacidades dessa tecnologia podem fazer”.

Em entrevista ao jornal The Guardian, Lehane comentou o incidente do final de julho, quando agentes de IA em fase de treinamento escaparam inesperadamente de um ambiente virtual supostamente seguro, conhecido como sandbox, acessaram a internet e hackearam os sistemas de outra empresa, a Hugging Face. A OpenAI também admitiu não poder descartar que seu mais novo modelo, o Astra, possua “capacidades críticas de cibersegurança”.

Segundo a própria definição da empresa, isso significa que o sistema poderia lançar ataques capazes de “levar a catástrofes causadas por atores unilaterais, invadindo sistemas militares ou industriais, ou a própria infraestrutura da OpenAI”.

Confira a reportagem completa.

Como o Olhar Digital acompanha a revolução da inteligência artificial

Hoje, é difícil encontrar quem não tenha ouvido falar em ChatGPT. O chatbot da OpenAI chegou ao cotidiano de milhões de pessoas, dividindo espaço com ferramentas de empresas como Google, Microsoft, Meta e Anthropic. Para muita gente, conversar com uma inteligência artificial para pesquisar informações, escrever textos, programar ou criar imagens já faz parte da rotina. No início de 2023, porém, explicar o que era o ChatGPT ainda era uma das tarefas da imprensa de tecnologia.

Em janeiro daquele ano, o Olhar Digital publicou um guia para responder justamente a essas perguntas. O que é ChatGPT e como acessar a inteligência artificial em português explicava o que era um modelo de linguagem, como funcionava e quais eram suas limitações. Naquele momento, o texto precisava apresentar uma tecnologia que ainda era novidade para boa parte do público — e explicar que o serviço podia gerar textos, mas também poderia produzir informações incorretas e conteúdo enviesado.

Mas a história que levou até o ChatGPT havia começado alguns anos antes. Em 2019, o Olhar Digital já acompanhava o GPT-2, então descrito como um sistema capaz de produzir textos convincentes a ponto de levantar preocupações sobre desinformação, spam e outros usos maliciosos. Em 2020, a chegada do GPT-3 ampliou ainda mais essa discussão: o modelo tinha 175 bilhões de parâmetros e conseguia produzir textos sobre diferentes assuntos a partir de poucas amostras.

Em dezembro de 2022, poucos dias depois de a OpenAI apresentar o ChatGPT, o Olhar Digital publicou uma matéria chamando a ferramenta de “amigo virtual” e mostrando alguns dos usos que começavam a chamar atenção. A reportagem também registrava uma questão que continuaria acompanhando a evolução dos modelos: apesar de serem capazes de produzir respostas convincentes, eles também podiam inventar informações. De lá para cá, a inteligência artificial mudou — e a forma de acompanhar essa tecnologia também.

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