O movimento Stop Killing Games criticou publicamente o grupo Cyberleek, apontado como responsável pelos recentes vazamentos de Grand Theft Auto VI (GTA 6), e pediu que os jogadores não enviem dinheiro aos envolvidos.
Segundo o Stop Killing Games, apesar de algumas das reivindicações do Cyberleek serem semelhantes às pautas defendidas pelo próprio movimento, o uso de meios ilegais e a promoção de uma criptomoeda tornam a iniciativa incompatível com sua atuação.
A manifestação foi publicada por Moritz Katzner, diretor-geral do Stop Killing Games, após o vazamento de vídeos e materiais relacionados a GTA 6.
Stop Killing Games rejeita métodos do Cyberleek
Em comunicado publicado no Reddit, Katzner foi direto ao pedir que os fãs não apoiem financeiramente o grupo.
“Não envie dinheiro para essas pessoas, não importa quanta simpatia vocês possam sentir pelas ações delas”, afirmou.
Segundo o representante do Stop Killing Games, os vazamentos são ilegais e prejudicam principalmente os profissionais envolvidos diretamente no desenvolvimento do jogo.
Katzner também destacou que o caso aconteceu pouco mais de uma semana antes da apresentação oficial estendida de GTA 6, prevista pela Rockstar.
Vazamentos promoviam criptomoeda
Os vídeos vazados de GTA 6 incluíam links e QR Codes direcionando para o site do Cyberleek e para uma criptomoeda promovida pelo grupo.
Segundo as informações apresentadas, o Cyberleek afirma que os recursos obtidos com a moeda seriam utilizados para financiar um “projeto secreto”.
O grupo também publicou uma espécie de manifesto com diferentes exigências dirigidas à Rockstar Games e a outras publishers.
Entre elas está a defesa de um modo de funcionamento offline para jogos single-player, de forma que consumidores não percam acesso ao conteúdo caso servidores sejam encerrados.
Essa reivindicação se aproxima de algumas das pautas defendidas pelo Stop Killing Games, mas a entidade rejeitou a maneira utilizada pelo Cyberleek para pressionar as empresas.
“Usar meios ilegais é inaceitável”

Katzner afirmou que recorrer a vazamentos não ajuda a proteger os direitos dos consumidores.
“Usar meios ilegais para defender um ponto é inaceitável para nós e não faz nada para proteger nosso direito de continuar usando aquilo pelo qual pagamos”, declarou.
O representante também destacou que decisões tomadas pela direção de grandes empresas não devem ser confundidas com o trabalho realizado pelas equipes de desenvolvimento.
Segundo ele, milhares de profissionais trabalharam em GTA 6 e são diretamente impactados quando materiais internos são divulgados sem autorização.
Por que Stop Killing Games decidiu se manifestar?
Parte da comunidade questionou por que o movimento decidiu entrar na discussão sobre os vazamentos.
Em resposta, Katzner afirmou que considera importante deixar clara a diferença entre as estratégias do Stop Killing Games e as ações do Cyberleek.
A preocupação é que políticos e outras autoridades com quem a iniciativa tenta dialogar possam associar as práticas dos hackers à comunidade que defende mudanças na legislação e maior proteção aos consumidores de videogames.
O Stop Killing Games busca mudanças por meio de canais legais e políticos, especialmente relacionadas à preservação de jogos e ao direito de continuar utilizando produtos adquiridos mesmo após o encerramento de servidores.
Nesse sentido, o grupo tenta se distanciar do Cyberleek apesar das coincidências entre algumas reivindicações.
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