A Apple está em negociações com uma fabricante chinesa de chips de memória chamada CXMT para o fornecimento de componentes para eletrônicos. A informação é da Reuters e do The Wall Street Journal, mas até agora nenhuma das empresas confirmou as conversas.
De acordo com as reportagens, que conversaram com fontes ligadas ao assunto, a Maçã consultou a marca para fornecer componentes de memória em dispositivos como iPhones e MacBooks que seriam vendidos na própria China.
O motivo do possível acordo é aumentar as encomendas de memórias em um período de crise desses componentes. Devido à demanda alta do setor de inteligência artificial (IA), que tem sido priorizado pelas fabricantes de chips, eletrônicos de consumo ficam restritos a opções mais limitadas e caras dessas peças.
Para além de uma negociação, até mesmo testes de chips de memória da CXMT já teriam sido feitos pela Apple para verificar elementos como compatibilidade e desempenho. O problema é que, para fechar o acordo, a companhia possivelmente teria que obter uma permissão especial da Casa Branca.
Isso porque a CXMT é uma das várias companhias chinesas de tecnologia colocadas em uma lista proibida do Pentágono de marcas com supostos laços com militares chineses, o que restringe bastante a possibilidade de contratos com empresas dos EUA.
Além disso, a administração de Donald Trump dá preferência para acordos entre empresas do próprio país, como foi o caso de alianças recentes feitas com Intel e Broadcom.
Quem é a CXMT
- A ChangXin Memory Technologies (CXMT) é uma fabricante fundada em maio de 2016 na China, especializando-se em produzir chips de memória DRAM. Nessa categoria, ela é a companhia que cresce mais rápido no mundo atualmente em escala;
- A CXMT se estabeleceu como a principal rival das líderes do setor, as sul-coreanas SK Hynix e da Samsung;
- Atualmente e depois de entrar na Bolsa de Valores de Xangai, ela é a empresa mais valiosa da China: a capitalização atual é de mais de R$ 2,6 trilhões;

- Empresas como HP e Acer já estão usando componentes da fabricante em computadores vendidos fora dos Estados Unidos, também para driblar a falta de chips de memória;
- Pensando na crise, a companhia ampliou a própria capacidade de produção neste ano e já planeja a inauguração de ao menos uma nova fábrica. Além disso, ela tem dado prioridade para clientes chinesas até o momento, como ByteDance, Tencent e Xiaomi.
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