Governo da França vai trocar uso de Windows por sistemas com Linux

Governo da França vai trocar uso de Windows por sistemas com Linux

A França anunciou nesta semana que fará uma mudança nas estações de trabalho do governo. Em breve e de forma gradual, os aparelhos com Windows serão substituídos por equipamentos com "sistemas baseados em Linux".

O motivo da mudança é ao mesmo tempo político e técnico. A ideia da administração de Emmanuel Macron é reduzir a dependência de empresas dos Estados Unidos e, ao mesmo tempo, adotar softwares, sistemas e dispositivos que tenham características como ser de código aberto ou fabricação local.

"Precisamos reduzir nossa dependência de ferramentas americanas e retomar o controle sobre nosso destino digital. Não podemos mais aceitar que nossos dados, infraestrutura e decisões estratégicas dependam de soluções cujas regras, preços, evolução e riscos não controlamos", afirmou o ministro de Ações e Contas Públicas da França, David Amiel.

A mudança de sistema operacional na Europa

  • A secretaria de assuntos digitais do país (de sigla DINUM, no original em francês) será o primeiro órgão a fazer a substituição;
  • Até o momento, não há um prazo para que a mudança comece e nem detalhes sobre qual será a distro adotada;
  • No começo de 2026, o governo francês já havia tomado uma decisão nessa direção: a administração federal trocou o Microsoft Teams por outro serviço de videoconferência: a plataforma de origem francesa Visio, baseada em outro aplicativo de código aberto;
  • Para além das mudanças já confirmadas, o governo europeu também deve trocar a plataforma do setor de saúde por outro serviço até o final de 2026;

A medida não é exclusiva da França: em junho de 2025, a Alemanha anunciou o encerramento do contrato com a Microsoft para oferecer o Windows em estações de trabalho do governo e outras instituições do país. A Dinamarca também adotou políticas parecidas meses antes e foi uma das pioneiras nessa política.

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A substituição é explicada parcialmente pelas atuais discordâncias entre países da União Europeia e o governo de Donald Trump. Além das tarifas comerciais impostas pelo presidente dos EUA, as duas regiões discordam em temas como a legislação regulatória de inteligência artificial (IA) e o atual conflito no Irã.

Para além de sistemas operacionais como o Windows, países europeus também reconhecem que são dependentes de companhias estadunidenses no setor de computação em nuvem.

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