Inglaterra julga caso de carro elétrico que matou criança ao acelerar ‘sozinho'

Inglaterra julga caso de carro elétrico que matou criança ao acelerar ‘sozinho'

Uma criança de cinco anos morreu após ser atropelada por um carro elétrico que teria acelerado “por conta própria”, em Londres, de acordo com o condutor do veículo. O caso aconteceu em novembro de 2022 e está sendo julgado agora por um tribunal britânico, como noticiou o The Times na segunda-feira (05).

Além do garoto que estava a caminho de casa acompanhado da mãe, o Volkswagen ID.4 envolvido no acidente atingiu um menino de 12 anos, filho do motorista, que sofreu diversos ferimentos e passou um mês no hospital. Ele ainda colidiu com outros cinco carros antes de parar.

Como o acidente aconteceu?

O taxista Ashenafei Demisse estava no carro elétrico, estacionado em frente à sua residência, quando o veículo teria acelerado subitamente, devido a uma falha, de acordo com os depoimentos. Ao avançar, o automóvel atropelou Fareed Amir, de 5 anos, e Raphael, de 12 anos, este último filho do proprietário do ID.4.

  • As crianças estavam acompanhadas das mães, que conversavam no momento do acidente ocorrido nas proximidades da estação London Bridge, na região sul da capital inglesa;
  • Momentos antes da colisão, o motorista ofereceu doces a Fareed, recusados pela mãe, quando o carro então acelerou sem qualquer intervenção de Demisse, conforme o acusado;
  • O menino de cinco anos foi levado a um hospital nas proximidades, porém não resistiu aos ferimentos, incluindo uma fratura no crânio;
  • Já Raphael sofreu múltiplas fraturas na perna direita e uma na direita, ficando cerca de quatro semanas internado.
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A tragédia envolveu um carro elétrico VW ID.4. (Imagem: MarioGuti/Getty Images)

Tanto a mãe do garoto morto quanto a esposa do taxista afirmaram no tribunal que não ouviram nenhum som de aceleração ou do motor. “O carro avançou de repente, não fez barulho nenhum. Ele avançou muito rápido”, declarou a mãe de Fareed, Maryam Lemulu.

Segundo a defesa de Demisse, o taxista não teria tomado qualquer atitude que fizesse o carro seguir em direção às crianças, culpando o SUV elétrico da VW pela tragédia. “Este carro totalmente elétrico se moveu por conta própria”, afirmou o advogado Stephen Knight.

Acusação contesta versão do motorista

Por outro lado, o promotor Michael Williams ressaltou que a investigação policial do caso não encontrou evidências de falha no ID.4. De acordo com ele, o carro só poderia ter avançado a partir da intervenção de Demisse.

A possibilidade levantada é que o motorista apertou o acelerador inadvertidamente, fazendo com que o veículo avançasse em direção às crianças. Segundo Williams, o condutor pisou no acelerador acreditando se tratar do freio, levando o automóvel a quase atingir a velocidade máxima.

O julgamento do caso continua no tribunal britânico, sem data definida para o encerramento.

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