Meta ainda não enviou modelos de IA para 'revisão' do governo dos EUA

Meta ainda não enviou modelos de IA para 'revisão' do governo dos EUA

A Casa Branca está pressionando a empresa Meta para que ela envie voluntariamente os atuais modelos de linguagem de inteligência artificial (IA) para o governo. De acordo com o jornal The New York Times, ela é praticamente a única gigante do setor que ainda não acatou a solicitação.

A medida do governo dos Estados Unidos tem como objetivo analisar os grandes modelos de linguagem (LLM) em especial no desempenho para determinadas atividades, como a detecção de vulnerabilidades de segurança e o uso potencial para cibercrimes.

É provável que o governo esteja especialmente interessado no Muse Spark, o modelo de IA de alto desempenho da companhia que é a primeira criação do “laboratório de superinteligência” da companhia. Ele tem capacidades mais avançadas de geração de conteúdo e simulação de raciocínio que os LLMs anteriores da própria Meta.

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  • O órgão responsável pela revisão é o Center for A.I. Standards and Innovation (Centro para Padrões e Inovação de IA), criado ainda na administração de Joe Biden e mantido por Donald Trump;
  • Até agora, foram avaliados pelo governo Trump modelos de OpenAI, Anthropic, Google, xAI e Microsoft. De acordo com a reportagem, os contatos iniciais foram estabelecidos em maio, principalmente via email;
  • A política da Casa Branca representa uma mudança de postura em relação a meses anteriores, quando a administração Trump sugeriu que não iria interferir no desenvolvimento de IAs feitas nos país;
  • O caso mais emblemático dessa política envolve a Anthropic: os modelos de linguagem Fable 5 e Mythos 5 tiveram o uso suspenso por determinação do governo graças a possíveis "riscos à segurança nacional";

O que diz a Meta

De acordo com o porta-voz da Meta, Francis Brennan, a Meta não recusou a orientação, está "trabalhando para acertar os detalhes" e espera assinar o acordo em breve. "Compartilhamos o objetivo da administração de promover a liderança dos EUA em IA de fronteira robusta e segura", diz a nota, ainda sem falar em prazos.

Mark Zuckerberg, cofundador e CEO da Meta, seria um dos executivos de tecnologia que mais se dispõe a colaborar com Trump desde a última eleição presidencial, como relata um livro recém-lançado no país.

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