A escassez do Mac mini e do Mac Studio vai persistir por mais alguns meses, confirmou o CEO da Apple, Tim Cook, em conferência de resultados da empresa. Várias configurações dos modelos estão sem estoque na loja oficial da marca.
Segundo Cook, a demanda pelos dois modelos foi significativamente impulsionada pela crescente adoção de ferramentas de inteligência artificial agêntica. O aumento da procura, somado à baixa disponibilidade de determinados componentes — como memórias RAM e semicondutores para fabricação dos chipsets da Apple —, reduziu a oferta dos dispositivos.
"Tanto o Mac mini quanto o Mac Studio são plataformas incríveis para IA e ferramentas agênticas, e o reconhecimento disso por parte dos clientes está acontecendo mais rápido do que prevíamos. Por isso, vimos uma demanda maior do que esperada", disse o executivo.

Cook afirmou que a empresa subestimou a demanda pelos componentes e que levaria meses até alcançar um equilíbrio entre oferta e demanda.
No mercado internacional, o Mac mini ganhou popularidade como alternativa acessível para rodar modelos de IA localmente — funcionando como um dispositivo secundário dedicado ao processamento de assistentes de IA. O computador foi uma das opções mais cotadas para lidar com o OpenClaw, IA agêntica de código aberto.
Mudanças no catálogo
Como consequência da baixa oferta, a Apple removeu a opção de entrada do Mac mini. A versão mais barata do aparelho passa a ser a de 512 GB (R$ 9.899), e não mais a de 256 GB (R$ 7.499).
A empresa prevê que o desequilíbrio na fabricação pode interferir também na oferta do MacBook Neo, novo notebook mais acessível da marca. Além disso, a alta procura pode motivar um aumento de preços no futuro, embora a Apple afirme estar traçando estratégias para mitigar o impacto.
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