Swatch processa Samsung por violação de marca e pede US$ 170 mi

Swatch processa Samsung por violação de marca e pede US$ 170 mi

A fabricante de relógios Swatch abriu processo contra a Samsung por suposta violação de marca registrada ao permitir o uso de mostradores digitais modificados em seus dispositivos que remetem aos produtos da empresa sediada na Suíça. Pela infração, ela pede indenização de US$ 170 milhões, o equivalente a R$ 882 milhões pela cotação do dia. 

De acordo com informações reveladas pelo Financial Times nesta sexta-feira (26), o Tribunal Superior de Londres (Inglaterra), onde o processo foi aberto, considerou a Samsung culpada após a conclusão do julgamento, esta semana, e agora falta definir o valor da indenização. A gigante sul-coreana ainda não comentou a decisão judicial.

Apropriação de marcas valiosas e protegidas

Iniciada em 2019 quando o Reino Unido ainda integrava a União Europeia, a ação alega que apps de terceiros disponíveis nos modelos da linha Galaxy Watch reproduziam mostradores das marcas Omega e Tissot, que pertencem à Swatch. Dessa forma, usuários eram induzidos a erros.

  • Conforme a autora, as pessoas poderiam acreditar que estavam comprando produtos autênticos ao se depararem com as watch faces que simulavam tais marcas;
  • O processo cita pelo menos 26 mostradores de relógios digitais irregulares disponibilizados entre outubro de 2015 e fevereiro de 2019;
  • Estima-se que esses mostradores tenham acumulado 160 mil downloads cada, ao longo do período, no Reino Unido e na União Europeia;
  • No texto, a Samsung é acusada de se apropriar “em larga escala” de marcas registradas “valiosas e cuidadosamente protegidas”.
relogio-galaxy-watch-na-caixa
Os mostradores irregulares eram ofertados na loja de apps do Galaxy Watch. (Imagem: Milton Rodney Buzon/Getty Images)

O tribunal britânico já havia determinado a Swatch como vencedora da ação em 2022, mas a acusada recorreu e perdeu novamente em 2023. Esta semana, a justiça retificou a decisão e se prepara para definir o valor a ser pago pela Samsung, que classificou a quantia pedida como “exagerada” e “fora da realidade” em sua defesa.

A decisão favorável à empresa suíça obtida na justiça europeia pode abrir caminho para um processo semelhante contra a subsidiária da Samsung nos Estados Unidos, solicitando reembolso pelo uso indevido da marca nas watch faces baixadas no país, como destaca a Reuters.

Enquanto isso, a Samsung trabalha na próxima geração dos relógios Galaxy Watch. Saiba como será o visual dos futuros lançamentos nesta matéria.