
Com o aumento expressivo no preço do PlayStation 5, o mercado de consoles usados voltou a ser aquecido. Uma verdadeira corrida atrás do videogame mais atual da Sony começou, porém é bom prestar atenção em alguns detalhes para não cair em anúncios “bons demais” para serem reais.
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Se você não quer pagar a partir de R$ 4.599,99 para ter o dispositivo, também não significa que tenha de estar mais vulnerável a golpes e propaganda enganosa nas mais diferentes plataformas de seminovos. Não basta abrir os olhos, tem também de estar “à prova de falhas”.
Nós do Canaltech trazemos 12 erros comuns que são cometidos ao comprar um PS5 usado e como evitá-los online. Vá além do “ele liga e supostamente funciona” para não ter uma dor de cabeça a longo prazo — como uma contagem regressiva que transforma seu hardware em um peso de papel caro. Confira como:
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As dicas óbvias
Existem algumas dicas que parecem óbvias, mas muitas vezes precisam ser relembradas para que não tenha problemas gerais. A primeira é que toda a negociação e compra do PS5 usado seja feita dentro da plataforma. É ali que residirá toda a segurança da operação — seja para pagamento, devoluções e qualquer outro impasse que possa existir no momento ou em um breve futuro.
Isso quer dizer que, se você sair de sistemas como o OLX, Enjoei e Facebook Marketplace para condições diferenciadas de pagamento ou envio, nada vai te preservar se houver imprevistos. Mesmo que te digam que o valor será menor ou qualquer coisa do tipo, dê preferência total para a compra dentro de um sistema já consolidado e que te respalda.
Além disso, sempre desconfie de preços baixos demais. A regra de ouro é clara e objetiva: se o valor especificado está muito distante da média, as chances de ser um golpe são altas. Apostar no “barato” pode colocar a sua aquisição em risco — mesmo com a proteção e garantia da plataforma.
Se ainda estiver coberto pelos fabricantes, peça a nota fiscal e se certifique que o serial e modelo anunciados são os mesmos que chegaram até você. Caso o receba pessoalmente, também prefira que a entrega ocorra em um local seguro e que permita o teste do console “ao vivo”.
Erros que parecem pequenos, mas custam caro na compra de um PS5 usado
Mesmo com o óbvio, há uma série de características que permitem a compra de seu PS5 usado mais segura. Veja os erros, riscos reais e como checar todas as questões em questão de 2 a 5 minutos. Veja os 12 problemas comuns e como evitá-los:
12. Não identificar exatamente qual PS5 é
O PlayStation 5 tem diversos modelos e tanto o vendedor quanto o consumidor podem misturar as informações em algum momento. Saiba exatamente qual deles deseja comprar e vá atrás justamente daquilo que vai te satisfazer: seja um Slim, Pro, versões mais antigas ou novas etc.
Peça foto do próprio hardware, de sua etiqueta/serial e de ângulos diferentes. Isso evitará comprar uma edição com comportamento térmico distinto, ruídos, sem leitor de disco quando queria um e outros que impactam o valor de revenda. É para se certificar de que “não levará gato por lebre”.
11. Ignorar o “histórico de uso” que não aparece nas fotos
Apesar de poder se saber muito sobre um videogame usado por fotos e vídeos, há informações que podem ser obtidas apenas pelas boas e velhas perguntas diretas. Não tenha vergonha ou receio de perguntar se o PS5 ficava em um rack fechado (que indicaria possível desgaste na ventilação ou superaquecimentos mais frequentes), se a casa tem pets e outras questões.
Estas indagações revelam um pouco sobre como o hardware pode se comportar, mas também pode buscar dados a partir de dúvidas como “rodava quantas horas por semana?”. Calor, poeira, pelos, uso intenso e outros aceleram problemas na ventoinha, porta HDMI e outros pormenores que podem representar riscos a serem abatidos do valor final.
10. Comprar sem exigir um vídeo de teste com ritual específico
Para entender como está o funcionamento do PS5 usado, peça um vídeo contínuo (sem cortes) com a sequência de eventos: ligar o console, mostrar a inicialização, leitura do disco (se tiver drive), conexão no Wi-Fi e um jogo em andamento por alguns minutos. Assim poderá identificar se há problemas técnicos que não ficam aparentes apenas da “carcaça”.
Por falar nela, é imprescindível que o vídeo também traga detalhes do que está por fora. Se há batidas, se a porta HDMI e de força estão oxidadas ou “forçadas” e até mesmo a conexão por cabo de rede está em uso — caso queira evitar quedas ou instabilidade do Wi-Fi, principalmente se joga online.
9. Subestimar a “saúde” das portas
O videogame ligou e, teoricamente, tudo funciona. Porém, isso não significa estar livre de falhas. Logo, é preciso pedir que teste também o carregamento de controles via USB (que pode identificar problemas no console ou no próprio DualSense) e copiar arquivos para o pendrive.
Deste modo, é possível saber se o PS5 usado opera de forma normal ou se há defeitos “ocultos”. Vale notar que o console também possui entradas USB-C e sem um bom funcionamento pode ocasionar transtornos na hora de usar acessórios e até de compartilhar materiais com o PC ou smartphones.
8. Não checar ruídos e temperatura em carga
Videogame com zumbidos e estalos é um péssimo sinal, assim como a “turbina de avião” que a ventoinha aciona em superaquecimento. Para não ter uma verdadeira bomba-relógio em casa, peça ao vendedor que grave por 10 a 15 minutos o console rodar um jogo pesado.
Preste bastante atenção nos sons do ambiente, que permitem detectar se o hardware está em modo “forçado” ou se tudo opera de forma comum. Você pode até recebê-lo e ele funcionar, porém isso representa um problema que o seu “eu futuro” (e breve futuro, diga-se de passagem) terá de lidar.
7. DualSense pode ser o verdadeiro prejuízo
De nada adianta um PS5 usado em estado de perfeição com um controle com drift, defeito no gatilho e desgaste nos botões. Sabe quanto está um DualSense novo hoje em dia? A partir de R$ 380, o que é um gasto a ser levado em consideração se tiver de adquirir outro.
Peça testes no analógico, vibração, microfone, entrada USB, botões L2 e R2, assim como no botão “touch” central. Caso haja falhas, isso tem de ser considerado para abater no valor final — algo que você pode e deve pedir ao vendedor em caso de defeitos claros.
6. “Vai sem caixa e sem base, mas é tranquilo” é cilada
A falta de um suporte vertical ou da caixa de transporte podem ser sinais de um simples descuido, mas quem pode se tranquilizar quando se trata de um videogame que hoje custa mais caro que um salário mínimo — mesmo um PS5 usado? Seja exigente sim e busque produtos de boa procedência.
Sem a base, o console pode ser mal posicionado e isso provoca aquecimento superior e corre riscos de queda. Imagina perder o videogame ao esbarrar no móvel? Já sem a caixa, há mais dificuldade para transportá-lo adequadamente. Isso é passível de desconto no valor cobrado e mais exigência por um embalamento seguro.
5. Não validar se dá para usar PSN/online
É vital que acompanhe com os testes com o vendedor para ver se o PS5 usado acessa a PSN normalmente. Peça isso, já que um console banido pode se tornar uma grande dor de cabeça — principalmente quando falamos da versão Digital, que depende da PS Store para comprar e acessar seus jogos.
Peça à pessoa que grave um vídeo enquanto abre a PlayStation Store e faz login com alguma conta, para ver se ele pode acessar os recursos de rede. Existem muitos hardwares “bloqueados” pela Sony, por quebrarem regras, mas você não precisa (nem deve) pagar pelos erros dos demais.
4. Comprar com “conta cheia de jogos” como isca
Está diante de um PS5 usado com 30 jogos ou mais? É armadilha, caros leitores. Cada uma destas aquisições é licenciada por conta e a outra pessoa pode, à sua vontade, trocar a senha ou recuperá-la para usos próprios. Ou seja, você pode comprar, ter os games ali e tudo mais por um dia, uma semana etc. Porém, pode chegar o dia no qual o usuário decide reaver isso.
Dito isso, pagar a mais pela “conta” — geralmente — é uma grande furada. Se vai pagar mais, que seja por acessórios extras, versões especiais do hardware e coisas do gênero. Caso o vendedor insista, tudo isso precisa estar por escrito e ele precisa te passar também acesso irrestrito ao e-mail da conta em questão — para que tenha segurança de poder manter a experiência caso dê qualquer problema.
3. Aceitar armazenamento expandido/SSD “bônus” sem entender o que foi feito
Muitos fizeram upgrade no SSD do PlayStation 5, mas será que isso ocorreu da forma mais adequada possível? Na verdade, é direito seu saber a marca e modelo do acessório adicional — assim como pedir a nota de compra dele, para ter informações de quando foi adquirido e instalado.
Um armazenamento barato ou ruim pode provocar travamentos e o “bônus” pode ser um belo de um presente de grego: pagar a mais para ter um desempenho pior do videogame da Sony é completamente contraditório. Logo, tenha a sagacidade de notar se isso é realmente benéfico ou se serviu apenas para inflar preço.
2 - Ignorar regras de devolução e prazos da plataforma
Um produto seminovo comprado não possui as mesmas normas de direito ao consumidor vistas na venda de um lacrado e novo. No Mercado Livre, por exemplo, a política informa a devolução de usados em apenas 14 dias — um período de 2 semanas.
Ou seja, verifique qual o prazo de todas as plataformas onde vocês buscam comprar o seu PS5 e use este tempo para realizar todos os testes possíveis. Pois, quando o tempo acabar, mais nada poderá ser feito, mesmo se ele apresentar problemas ou representar uma dor de cabeça. Ou seja, não agende nada e tenha em mente que passou do prazo, o transtorno será apenas seu.
1 - Fechar negócio sem “roteiro de pós-compra”
E quais tipos de teste deve fazer? Todos os possíveis: ligar, rodar jogos pesados, testar conectividade na rede e com os controles, portas e tudo o que puder nas primeiras horas. É, literalmente, uma varredura completa que vai te tranquilizar um pouco mais ou revelar se há algum defeito oculto.
Veja se a imagem está de acordo, se o carregamento do sistema operacional e dos games está veloz como o esperado, se a função dos controles estão ok, se os cabos estão todos funcionais e sem “folga” nas entradas, entre diversos outros. O ideal é você ver tudo e mais um pouco — o que vai garantir a presença do PS5 usado em sua casa por mais tempo do que o previsto.
Compre o PS5 com segurança
Comprar um PlayStation 5, mesmo usado, pode valer a pena, mas apenas se você realizar todo o processo com segurança e sem correr riscos desnecessários. Seguir todos os passos não é garantia de uma compra 100% livre de problemas, mas te deixa muito mais longe de cair em golpes.
Salve o conteúdo como um checklist para se fazer na hora de adquirir o seu console, já que ele pode te ajudar a passar ileso entre vendas irregulares ou duvidosas. Sabe aquele ditado que todo dia sai um esperto e um trouxa de casa? Busque não ser nenhum dos dois, para todos os efeitos.
A aquisição de um PS5 usado pode passar de “impulsiva” a um processo de inspeção que vai manter o seu entretenimento por longos anos. Não é barato, não é algo “simples”, mas que — quando tudo dá certo — vai trazer diversão e momentos de lazer.
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