Google admite que Android foi invadido a partir de brecha da Qualcomm

A Google, em comunicado, confirmou que a vulnerabilidade de segurança CVE-2026-21385, de alta severidade, foi explorada para invadir celulares e dispositivos Android. Ela está relacionada a um componente da Qualcomm usados nos aparelhos do tipo, e, segundo a empresa, foi usada de maneira limitada pelos hackers.

A Qualcomm foi informada do problema pela equipe de Segurança do Android da Google em 18 de dezembro, e notificou os consumidores no último dia 2 de fevereiro. Segundo a Google, há sinais de exploração limitada e direcionada, mas a empresa não divulgou detalhes técnicos.

Vulnerabilidade na Qualcomm

A falha em questão é uma leitura exagerada (over-read) no componente gráfico, permitindo que hackers ganhem acesso a dados sensíveis de memória. Segundo a Qualcomm, o problema levava à corrupção de memória usando alinhamentos para alocação de memória, oferecendo riscos aos usuários de Android com componentes da companhia.

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A vulnerabilidade no Android está relacionada a componentes da Qualcomm: empresa já notificou clientes (Imagem: Qualcomm/Divulgação)
A vulnerabilidade no Android está relacionada a componentes da Qualcomm: empresa já notificou clientes (Imagem: Qualcomm/Divulgação)

Como não há detalhes mais específicos da vulnerabilidade, não se sabe como os cibercriminosos a teriam explorado para afetar clientes. A última atualização do Android, de março deste ano, consertou 120 vulnerabilidades, incluindo a crítica CVE-2026-0006, que permitia a execução remota de códigos sem interação do usuário ou obtenção de privilégios adicionais.

Ainda não há previsão para que a falha relacionada à Qualcomm seja revisada, então só resta aguardar notícias futuras sobre o assunto, provavelmente na próxima atualização de segurança do ecossistema mobile.

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