Pokémon TCG: Novo sistema de vendas quer desarticular máfia dos colecionáveis

Após diversas ondas de crime que envolvem Pokémon TCG, a rede Pokémon Center anunciou medidas estratégicas para frear o avanço do mercado cinza. O primeiro passo será introduzir uma política de “Acesso Antecipado” de seus produtos vendidos por suas lojas oficiais e mexer na sua distribuição.

De acordo com a companhia, o sistema de Early Access “permitirá que clientes selecionados tenham a oportunidade de comprar itens populares antes de seu amplo lançamento”. De cards a pelúcias, o plano é disponibilizar o que for possível antes de chegar às lojas para quem assina a sua newsletter.

Além de garantir uma chance de obter aquele produto que tanto gostaria, a estratégia também permitirá que muitos consigam obter determinados itens ao seu “preço sugerido” — e não os valores inflados que são vistos comumente na internet. Ou seja, além de prático, será “econômico”.

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O sistema de Acesso Antecipado do Pokémon Center terá medidas contra revendedores não-oficiais. Não será permitido o acesso a múltiplos navegadores ou dispositivos para obter o que é disponibilizado e pode ter seu pedido invalidado dentro da operação. 

Imagem do Pikachu
A estratégia é impedir mais crimes e ações anticonsumidores dentro da franquia Pokémon (Imagem: Reprodução/The Pokémon Company)

A companhia afirma que cada link enviado pode ser acessado apenas uma vez e, mesmo se fechar a página por acidente, não é possível se conectar de novo. Além disso, não será possível criar múltiplas contas — com riscos até do convite ao Early Access ser revogado, caso percebam a ação.

O formato é muito similar ao que também é visto na divisão do Reino Unido da Amazon, que aplicou esta mesma tática à venda de cards de Pokémon TCG dentro de sua plataforma. Em operação há alguns meses, ela permite uma chance aos fãs de terem acesso às mercadorias de forma justa.

A onda de crimes de Pokémon

Com isso, o objetivo é desarticular a rede criminosa que se formou em torno da franquia dos monstros de bolso. A dinâmica é simples: assim como os ingressos de show, os produtos de Pokémon sofrem com os scalpers — pessoas que compram tudo antes e revendem pela internet, muitas vezes pelo dobro ou triplo do valor original.

Seja em plataformas online ou em lojas físicas, isso já se tornou muito comum, principalmente com o Trading Card Game. Coleções inteiras que “somem” em questão de poucos minutos, lojas que mal abrem e já estão com o estoque esgotado e diversas outras ações que ja prejudicam os consumidores.

A situação escalou recentemente, com muitas infrações como roubos e furtos nos locais que vendem os itens oficialmente. Ou seja, muitos não esperam sequer a venda ser disponibilizada, entram à força nos locais e levam tudo o que conseguirem transportar — o que é facilitado pelo baixo volume das cartas colecionáveis.

Na prática, a rede Pokémon Center garantirá que o público tenha uma chance de obter os itens que desaparecem nestas atividades e não sejam impactados pela escassez. Logo, o lucro de scalpers e criminosos será menor e, se tudo der certo, desestimulará a ação de grupos que visam apenas a tática predatória. 

Apenas nos últimos meses, um hacker roubou € 50 milhões em criptomoedas para comprar cartas de Pokémon e o cenário de TCG se tornou alvo para diversos crimes — com um prejuízo que alcançou a marca de US$ 500 mil para lojas em todo o planeta. 

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