
O consumo de energia de uma TV é uma dúvida bem comum, especialmente com as contas de luz cada vez mais caras. Para entender melhor esse impacto, analisamos diferentes modelos entre 32 e 58 polegadas e medimos o consumo médio por hora de uso.
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Os resultados mostram que, embora a variação exista, ela pode ser menor do que muitos imaginam — desde que alguns fatores sejam considerados.
De forma geral, o consumo está diretamente ligado ao tamanho da tela, à tecnologia do painel e ao nível de brilho utilizado no dia a dia. TVs maiores tendem a consumir mais, mas modelos mais modernos conseguem compensar isso com maior eficiência energética.
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Consumo real: o que mostram os testes
Nos testes realizados pelo Canaltech, os modelos apresentaram consumo variado entre 0,05 kWh e 0,17 kWh por hora de uso. Isso significa que, considerando uma média de 5 horas diárias, o gasto mensal pode variar bastante dependendo do aparelho.
Abaixo, os modelos testados e dados coletados:
Modelo Consumo (kWh) LG Nano 77 0,11 LG 55C4 0,08 Multi TL039 0,13 Multi TL060M 0,07 Aiwa TV-55-BL-01 0,10 Britânia BTV42G6FR2CP 0,05 Philco PTV50G7PR2C5B 0,09 Philco TVP55CRA 0,08 Philco P58KGA 0,17 Philco P43EAA 0,06Na prática, isso significa que uma TV como a Philco P58KGA, a mais “gastona” da lista, pode consumir até três vezes mais energia do que modelos mais econômicos, como a Britânia de 42 polegadas. Vale mencionar que escolhemos testar os modelos da lista acima por serem as TVs que tíhamos à disposição no estoque do Canaltech.
Quanto isso pesa na conta de luz?
Para traduzir esses números em impacto real, é possível fazer uma estimativa simples. Considerando 5 horas de uso diário e uma tarifa média residencial em São Paulo na faixa de aproximadamente R$ 0,90 por kWh (valor que pode variar conforme bandeiras e impostos), o custo mensal fica mais tangível.
Uma TV com consumo de 0,05 kWh por hora gastaria cerca de 7,5 kWh por mês. Nesse cenário, o custo mensal seria de aproximadamente R$ 6,75. Já um modelo com consumo de 0,17 kWh por hora chegaria a cerca de 25,5 kWh mensais, resultando em um gasto próximo de R$ 22,95.
Na prática, a diferença entre os dois extremos pode ultrapassar R$ 16 por mês — ou quase R$ 200 ao longo de um ano. Esse valor se torna ainda mais relevante em residências com mais de uma TV ou com uso acima da média diária.
Dependendo da tarifa vigente e da presença de bandeiras tarifárias (como amarela ou vermelha), esse custo pode subir ainda mais. Por isso, até mesmo pequenas diferenças de consumo entre modelos acabam tendo impacto acumulado ao longo do tempo.
Tamanho da tela influencia, mas não é tudo
Embora exista uma tendência de TVs maiores consumirem mais energia, os testes mostram que isso não é uma regra absoluta. Tecnologias mais recentes, como painéis OLED e LED mais eficientes, conseguem equilibrar desempenho e consumo.
Por exemplo, modelos de 55 polegadas apresentaram consumo menor do que alguns modelos menores, o que indica que eficiência energética e configuração de fábrica fazem bastante diferença.
Outro fator relevante é o perfil de uso. Ajustes de brilho, modo de imagem e até o tipo de conteúdo exibido (como HDR) podem alterar o consumo real no dia a dia.
E TVs de outros tamanhos?
Extrapolando os dados, é possível estimar o comportamento de outros modelos fora da lista. TVs menores, como as de 32 polegadas, tendem a ficar na faixa entre 0,04 e 0,07 kWh por hora. Já modelos maiores, acima de 65 polegadas, podem ultrapassar facilmente 0,20 kWh, dependendo da tecnologia.
Marcas diferentes também seguem padrões semelhantes, já que muitas utilizam painéis de fabricantes globais. Assim, indo além da marca, o que realmente importa é a eficiência energética do modelo específico.
A TV não costuma ser o maior vilão da conta de luz, mas pode representar uma fatia relevante dependendo do tempo de uso. Escolher um modelo eficiente e ajustar configurações básicas já é suficiente para evitar desperdícios.
Como mostram os testes, pequenas diferenças entre modelos podem gerar economia significativa ao longo do tempo — especialmente em um cenário de uso contínuo.
Leia a matéria no Canaltech.