Sejam bem-vindos a mais um Diolinux News! No episódio dessa semana, tivemos anúncios importantes do Google envolvendo Android e notebooks com foco total em inteligência artificial, um investimento milionário no KDE, melhorias importantes no Discord para Linux e até um caso de malware envolvendo o emulador Cemu. Bora pras notícias?
Android 17 chega com ainda mais IA integrada
O Google apresentou oficialmente o Android 17 e ninguém vai ficar surpreso ao descobrir qual é o principal foco da nova versão: a inteligência artificial.
O Gemini agora passa a ocupar uma posição ainda mais central no sistema operacional. A proposta da empresa é transformar a IA em uma espécie de camada integrada do Android, automatizando tarefas, sugerindo ações, criando widgets dinamicamente e realizando preenchimentos automáticos em diferentes aplicativos.
O curioso é até o nome escolhido para esse conjunto de recursos: “Gemini Intelligence”. Sim, parece familiar mesmo.
O Android está caminhando para um modelo em que boa parte das interações do sistema passa a depender da IA da empresa. Isso inclui desde recursos simples de produtividade até integrações mais profundas entre aplicativos e o próprio sistema operacional.
Outro recurso que está recebendo atenção é o Quick Share. O sistema de compartilhamento de arquivos do Google deve ganhar compatibilidade ampliada, permitindo uma troca mais simples de arquivos com dispositivos da Apple. Ainda não é exatamente um AirDrop universal, mas claramente existe um esforço do Google para reduzir essa barreira entre ecossistemas.
Para criadores de conteúdo, o Android 17 também adiciona um recurso nativo para gravação de vídeos no estilo “react”, permitindo capturar a câmera frontal com recorte automático de fundo enquanto outro conteúdo aparece na tela.
E como já virou tradição anual, o Google também prometeu melhorias na qualidade de imagens e vídeos publicados no Instagram por meio de uma parceria com a Meta. Todo ano ouvimos algo parecido, então resta esperar para ver o impacto real disso no uso cotidiano.
A versão final do Android 17 deve começar a chegar oficialmente em junho, mas, como sempre acontece no Android, a velocidade da atualização vai depender muito de cada fabricante.
Google anuncia uma nova categoria de notebooks
Junto do Android 17, o Google também revelou uma nova categoria de dispositivos chamada Googlebook.
A ideia parece ser posicionar esses aparelhos em um espaço acima dos Chromebooks tradicionais. Enquanto os Chromebooks ficaram conhecidos por hardware mais simples e foco educacional, os Googlebooks querem funcionar como notebooks premium totalmente centrados em IA. E quando o Google fala “centrados em IA”, significa Gemini em literalmente tudo.
O sistema promete integração constante com recursos inteligentes, assistente contextual e ferramentas automatizadas espalhadas por toda a experiência do notebook.
Diversos fabricantes já confirmaram participação no projeto, incluindo Dell, Lenovo e HP. Além disso, os aparelhos devem utilizar chips Intel, Qualcomm e MediaTek dependendo do modelo.
Visualmente, os Googlebooks também vão tentar criar uma identidade própria. Segundo o Google, todos os modelos terão uma linha luminosa colorida na tampa do notebook, provavelmente tentando criar uma assinatura visual facilmente reconhecível. Como já era esperado, também haverá um botão dedicado para invocar o Gemini diretamente pelo teclado.
Outra parte importante da proposta é a integração com Android. O Google claramente quer construir um ecossistema mais conectado, semelhante ao que a Apple faz entre iPhone, iPad e Mac.
Ainda não existe uma data exata de lançamento, mas os primeiros modelos devem chegar entre setembro e dezembro deste ano.
O Linux desktop está mudando
Durante muito tempo, distribuições derivadas do Ubuntu dominaram praticamente toda conversa sobre Linux desktop. Mas isso claramente começou a mudar nos últimos anos.
Cada vez mais vemos o crescimento de sistemas baseados em Fedora e Arch Linux, especialmente entre usuários mais entusiastas, gamers e criadores de conteúdo.
No último episódio do Diocast, nós conversamos justamente sobre essa mudança no cenário Linux atual, tentando entender por que distribuições como Fedora, Bazzite, CachyOS e EndeavourOS começaram a ganhar tanto espaço.
Malware atinge versão Linux do Cemu
Se você utiliza o Cemu no Linux, vale prestar atenção. Recentemente, a versão Linux do emulador sofreu um comprometimento envolvendo malware distribuído junto do aplicativo. O problema afetou especificamente a build para Ubuntu 22.04 e também a AppImage.
A versão Flatpak não foi afetada, assim como as versões para Windows e macOS.
Os desenvolvedores já corrigiram o problema e novos downloads estão seguros novamente. Porém, usuários que instalaram as versões comprometidas anteriormente devem verificar o sistema para garantir que não foram infectados.
Segundo os próprios desenvolvedores, a origem do problema foi um ambiente WSL comprometido utilizado por um dos autores do projeto, depois da execução de um software infectado.
KDE recebe investimento milionário
O KDE continua vivendo uma fase extremamente forte. A novidade da vez é um investimento de 1 milhão de euros vindo do Sovereign Tech Fund para melhorias no KDE Plasma e no KDE Linux. Mas diferente do que muita gente imagina, isso não significa simplesmente transferir dinheiro para o projeto sem direção específica.
Assim como aconteceu anteriormente com o GNOME, o financiamento será distribuído ao longo de aproximadamente um ano e destinado para áreas específicas previamente definidas.
Entre os objetivos estão melhorias na infraestrutura de testes e controle de qualidade do Plasma, sistemas de backup, gerenciamento de contas, padronização de configurações e evolução da base técnica do KDE Linux.
Nos últimos anos o Plasma passou de um “ambiente cheio de possibilidades” para algo muito mais maduro, estável e competitivo, até para usuários menos entusiastas. E investimentos desse tipo ajudam bastante a explicar por que o KDE vem crescendo tanto dentro do ecossistema Linux.
Drops
Discord finalmente melhora bastante no Linux
O Discord resolveu abraçar de vez os usuários Linux e anunciou uma série de melhorias importantes para a versão nativa do aplicativo.
Agora finalmente existe suporte adequado para aceleração de hardware via GPU, incluindo placas NVIDIA. Também chegaram melhorias para hotkeys, backgrounds virtuais e talvez a mudança mais importante de todas: auto updater nativo no Linux.
Sim, finalmente o Discord vai conseguir se atualizar sozinho, sem obrigar o usuário a baixar manualmente uma nova versão toda vez. Demorou bastante, mas antes tarde do que nunca.
FSR 4 pode chegar em GPUs AMD mais antigas
A AMD anunciou que o FSR 4 deverá funcionar também em arquiteturas RDNA 2 e RDNA 3, e isso é uma ótima notícia para quem não pretende trocar de placa de vídeo tão cedo.
Significa que GPUs mais antigas poderão aproveitar as novas tecnologias de upscaling da empresa para melhorar desempenho em jogos. E claro: isso imediatamente levanta esperanças para o Steam Deck, que utiliza uma GPU RDNA 2.
Ainda não existe confirmação oficial específica para o portátil da Valve, mas existe uma possibilidade bem interessante aqui.
Promoção da semana
Com o lançamento recente de Subnautica 2, muita gente começou a olhar novamente para o primeiro jogo da franquia. E sinceramente, continua sendo uma experiência excelente.
Subnautica mistura sobrevivência, exploração e terror de um jeito muito próprio, colocando o jogador em um planeta oceânico alienígena onde praticamente tudo acontece debaixo d’água.
Você precisa administrar oxigênio, comida, água e recursos enquanto explora desde regiões extremamente bonitas até áreas profundas e claustrofóbicas que conseguem dar um desconforto genuíno.
O jogo está com 75% de desconto no Steam, saindo por cerca de R$ 31 e roda muito bem no Linux através do Proton. Inclusive, ele possui classificação Platina no ProtonDB.
Finalização
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