A cada dois anos, uma nova versão LTS do Ubuntu chega para oferecer estabilidade acima de tudo, mas sem perder o frescor da novidade. O Ubuntu 26.04 LTS segue exatamente essa linha. Diferente das versões intermediárias, que recebem novidades com mais frequência, a edição LTS é pensada para quem quer instalar o sistema uma vez e utilizá-lo por muitos anos sem preocupação. São cinco anos de suporte oficial, que podem chegar a dez com o Ubuntu Pro, o qual é gratuito para uso pessoal.
Se você nunca instalou Linux ou quer apenas um passo a passo confiável, este guia vai te acompanhar do download até o primeiro uso do sistema.
Download: por onde começar
O primeiro contato com o Ubuntu costuma ser o site oficial, e vale um alerta: a página inicial muda com frequência, principalmente em períodos próximos a lançamentos. Por isso, o caminho mais seguro é ir direto ao menu de downloads.

Ali você encontrará duas possibilidades principais. A versão Ubuntu Desktop é a padrão, com a interface GNOME, pensada para a maioria dos usuários. Já as chamadas “flavors” são variações com outras interfaces e propostas, como o Kubuntu (com KDE Plasma) ou Lubuntu (mais leve, com LXQt). Se você não tem certeza do que escolher, fique com o Ubuntu Desktop; ele entrega a experiência mais equilibrada e originalmente pensada pelos desenvolvedores oficiais.

Outro ponto importante é a arquitetura. A maioria dos computadores usa processadores Intel ou AMD, então essa será a escolha correta na maior parte dos casos. A versão ARM é específica para dispositivos com chips como o Snapdragon. Depois de escolher, basta baixar o arquivo ISO, que tem cerca de 6 GB.
Preparando o pendrive
Com a ISO baixada, o próximo passo é transformá-la em um pendrive bootável. Esse processo basicamente prepara o dispositivo USB para iniciar o sistema de instalação no computador.
Se você vem do Windows, ferramentas como Rufus tornam tudo extremamente simples: você seleciona o pendrive, escolhe a ISO e inicia o processo. Em poucos minutos, está pronto. Já o Ventoy é uma alternativa interessante para quem costuma instalar vários sistemas, pois permite colocar múltiplas ISOs no mesmo pendrive e escolher qual usar na hora do boot.
Inicializando o instalador
Com o pendrive pronto, reinicie o computador e escolha iniciar por ele. Essa etapa depende do fabricante da sua máquina, mas geralmente envolve pressionar uma tecla como F2, F12, ESC ou DEL durante a inicialização.
Ao carregar, o Ubuntu apresenta uma tela simples com duas opções principais. A primeira permite testar ou instalar o sistema, enquanto a segunda (Safe Graphics) é uma alternativa para casos em que há problemas de compatibilidade com a placa de vídeo. Na maioria das situações, a opção padrão funciona perfeitamente.

Um detalhe interessante é que você pode usar o Ubuntu sem instalar nada. Esse modo “live” permite explorar o sistema, abrir aplicativos e entender como tudo funciona antes de tomar qualquer decisão.
O processo de instalação, etapa por etapa
Ao iniciar a instalação, o Ubuntu guia você por uma sequência lógica de configurações. A primeira escolha é o idioma, onde você pode selecionar português do Brasil. Logo depois, aparecem opções de acessibilidade, que podem ser ativadas caso necessário, algo importante para garantir que qualquer pessoa consiga completar o processo.

Na sequência, vem o layout do teclado. Esse ponto merece atenção, porque escolher o layout errado pode gerar confusão ao digitar senhas depois. Quem usa teclado brasileiro deve manter a opção padrão; quem usa teclado americano pode optar pelo inglês internacional.

A conexão com a internet aparece como etapa seguinte. Não é obrigatória, mas conectá-la nesse momento permite baixar atualizações e drivers durante a instalação, o que costuma facilitar bastante a vida depois.

Em seguida, o instalador pergunta se você quer apenas testar ou já instalar o sistema. Escolhendo instalar, você passa para o tipo de instalação. Existe um modo interativo, que é o padrão e guia passo a passo, e modos automatizados voltados para empresas, que não fazem sentido para uso doméstico.

Depois disso, surge a escolha entre instalação padrão ou completa. A diferença é simples: a completa já traz mais programas pré-instalados, enquanto a padrão instala apenas o essencial. Para a maioria das pessoas, a instalação padrão é suficiente, já que qualquer aplicativo pode ser instalado depois facilmente.

Um dos pontos mais importantes aparece logo em seguida: a opção de instalar drivers proprietários e codecs multimídia. Marcar essas opções garante suporte a Wi-Fi, placas de vídeo e formatos como MP3 e MP4. Ignorar isso pode limitar bastante a experiência inicial, então vale a pena habilitar.

Disco, partições e segurança
Aqui é onde você precisa ter mais atenção. O instalador pergunta como o Ubuntu será instalado no disco. Se você escolher apagar o disco, todo o conteúdo será removido e substituído pelo sistema. Caso já exista outro sistema, como o Windows, pode aparecer a opção de instalar lado a lado, criando um dual boot.
Usuários mais avançados podem optar pelo particionamento manual, mas, para a maioria, a instalação automática resolve perfeitamente. Seja como for, é essencial ter feito o backup dos seus arquivos importantes antes de seguir com a instalação.

Também é nesse momento que você decide sobre criptografia. Ativar essa opção significa que seus dados estarão protegidos caso alguém tenha acesso físico ao disco. Para notebooks, isso é altamente recomendado. Em compensação, exige que você digite uma senha ao iniciar o sistema, e perder essa senha significa perder acesso aos dados.

Finalizando a instalação
Depois de definir o disco, você cria sua conta de usuário. Esse será o login do sistema, então escolha um nome e senha com cuidado. Também é possível decidir se o sistema exigirá senha ao iniciar ou se fará login automático.

Na etapa seguinte, você escolhe o fuso horário. Pode digitar sua cidade ou simplesmente clicar no mapa. Em seguida, o instalador mostra um resumo de tudo que foi configurado. Esse é o momento de revisar com calma, porque, após iniciar a instalação, não há como voltar atrás.

Primeiro uso do sistema
Quando a instalação termina, o sistema pede para reiniciar e solicita que você remova o pendrive. Depois disso, o Ubuntu inicia já instalado no seu computador.

No primeiro acesso, aparece um assistente de boas-vindas. Ele permite ajustar configurações como localização, compartilhamento de dados e aparência. Um detalhe interessante do Ubuntu 26.04 é o sistema de cores dinâmicas, que altera elementos da interface, como pastas, de acordo com a cor escolhida.

Outra mudança importante está no uso exclusivo do Wayland como servidor gráfico padrão, substituindo o antigo Xorg na experiência principal. Isso é uma evolução na base do sistema, trazendo melhorias em segurança e desempenho.
Conclusão
Apesar de parecer longo à primeira vista, comparado a outros sistemas operacionais, o processo de instalação do Ubuntu 26.04 LTS é bastante direto. Cada etapa é guiada e explicada, permitindo que até mesmo quem nunca usou Linux consiga completar tudo sem dificuldade.
No final, você tem um sistema moderno, seguro e com suporte de longo prazo. A proposta aqui não é reinventar tudo a cada seis meses, mas oferecer uma base sólida que simplesmente funciona e continua funcionando por muitos anos.
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