Uma das surpresas de 2025 no mundo Linux foi o anúncio do NTFSPLUS, uma nova implementação do driver NTFS prometendo desempenho e manutenção superiores às opções existentes. Agora, em sua terceira série de patches enviada para a lista de discussão do kernel, o projeto deu um passo importante rumo à integração oficial: abandonou o “Plus” do nome e agora se chama simplesmente “NTFS”.
Até 110% mais rápido que o NTFS3
Os números de benchmark apresentados pelo desenvolvedor são impressionantes e justificam todo o esforço. O novo driver NTFS é substancialmente mais rápido que o driver NTFS3 atualmente no kernel:
- Gravação multithread: Melhoria de 35% a 110% na velocidade de gravação com 4 threads.
- Listagem de arquivos: Comando ls -lR até 14% mais rápido.
- Tempo de montagem: Praticamente instantâneo (0.7s para 4 TB), contra 4,5 segundos do NTFS3.
A ambição vai além de ser rápido. O projeto visa substituir não apenas o NTFS3, mas também o velho ntfs-3g (em userspace), que muitas distribuições ainda usam por falta de uma opção estável. Para isso, está sendo desenvolvido em paralelo o ntfsprogs-plus, um conjunto de utilitários que inclui uma ferramenta fsck.ntfs (para verificar e corrigir problemas básicos em partições com sistema de arquivos NTFS) realmente funcional, algo que ainda falta no ecossistema.
A estabilidade também é prioridade. O novo NTFS passou em 287 testes do xfstests, contra apenas 218 do NTFS3, e resolve problemas crônicos como falhas no benchmark Bonnie++.
O que podemos esperar
O driver ainda está marcado como experimental e falta suporte a journaling completo (o recurso de recuperação após desligamento abrupto), planejado para depois da integração no kernel. No entanto, a mudança de nome é um sinal de maturidade e de uma rota direta para a integração ao kernel.
Para o usuário comum isso significa que, em um futuro próximo, montar aquele HD externo ou partição do Windows no seu sistema Linux poderá ser uma experiência nativa, incrivelmente rápida e livre das antigas dores de cabeça do ntfs-3g. O “NTFS” renascido promete finalmente trazer a interoperabilidade com o sistema de arquivos da Microsoft para o padrão de qualidade que o kernel Linux merece.
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