“A IA que realmente faz coisas” é o slogan do Clawdbot, um assistente de inteligência artificial que promete limpar a sua caixa de entrada, enviar emails, gerenciar a sua agenda ou até mesmo fazer check-in em voos. O contato ocorre através do WhatsApp, Telegram ou “qualquer aplicativo de chat que você usar”.
Open source e gratuito, o projeto é uma iniciativa do desenvolvedor Peter Steinberger e conta com suporte ao Claude e ao ChatGPT, com o agente rodando localmente no dispositivo. Ao conceder acesso aos aplicativos de mensagem, à agenda e ao seu email, ele promete entregar o que no mercado tradicional de IA ainda é uma promessa. No X, entusiastas relatam que o agente já virou motivo de compra do Mac mini.
Got a mac mini for clawdbot. Had a lot of fun setting this up today. Instead of access to my accounts, I gave it:
— Aaron Ng (@localghost) January 23, 2026
✅ its own apple account for messages
✅ its own gmail to sign up for stuff
✅ its own github to push code pic.twitter.com/TaXkRVlEtq
Como reiterou o editor-chefe do MacStories, Federico Viticci, o Clawdbot não deve — e pelo visto, sequer pretende — desbancar os modelos de LLM 1 já conhecidos do grande público, mas é, ainda assim, um sinal do “futuro fascinante” que os assistentes digitais podem nos reservar.
Se a sua evolução causa otimismo, para alguns usuários ela é motivo de preocupação. O triunfo do serviço deriva de uma distinção clara com a prática comum do mercado de agentes de IA: ele tem um acesso completo ao seu computador, incluindo leitura e criação de arquivos, execução de comandos e scripts, além de controle total do navegador.
O Mashable destaca a fala de Steinberger, que tratou da questão de segurança no site do assistente:
Rodar um agente de IA com acesso irrestrito à sua máquina é… delicado. O Clawdbot é um produto e um experimento: você está ligando o comportamento de um modelo avançado com aplicativos de mensagens e ferramentas do mundo real. Não existe uma configuração “perfeitamente segura”.
O Clawdbot pode ser instalado em dispositivos Mac, Windows e Linux, e os requisitos e especificações recomendadas estão disponíveis em seu site oficial.