O CEO 1 da Apple, Tim Cook, reiterou ontem, durante a conferência sobre os resultados fiscais da empresa, que a recém-anunciada parceria com o Gemini (do Google) não afetará a privacidade da Siri, que seguirá contando com as mesmas salvaguardas de sempre.
Entre as proteções que serão mantidas, está o processamento local de certos recursos de inteligência artificial, o que evita que dados sensíveis de usuários sejam enviados para servidores distantes.
O Private Cloud Compute — rede de servidores projetados pela Apple para lidar com tarefas mais complexas sem comprometer os dados dos usuários — é outra arquitetura que será mantida. “Nós não estamos alterando nossas regras de privacidade”, comentou Cook.
Acreditamos que, graças a essa colaboração, podemos desbloquear muitas experiências e inovar de forma fundamental. Continuaremos a executar nossos serviços no dispositivo e no Private Cloud Compute, mantendo nossos padrões de privacidade líderes do setor.
O executivo também voltou a dizer que a empresa escolheu o Gemini pois ele oferece “a melhor fundação” para os Apple Foundation Models, que é o que empurra a Apple Intelligence nos servidores da Maçã. Apesar disso, a fabricante do iPhone “continuará desenvolvendo suas próprias coisas de forma independente”, nas palavras do diretor executivo.
Cook também foi questionado sobre como a Apple espera monetizar em cima desses recursos de IA, já que esse tipo de recurso não teve o impacto que se esperava nas vendas de dispositivos Android. Em sua resposta, o executivo voltou a citar o foco da Maçã em privacidade como um grande diferencial:
Estamos levando a inteligência [artificial] para mais coisas que as pessoas adoram e a integrando ao sistema operacional de forma pessoal e privada. E acredito que, ao fazer isso, criamos um grande valor, o que abre uma série de oportunidades para nossos produtos e serviços.
Siri powered by… Claude?
Apesar de ter fechado com o Google, a Apple mantém uma relação bastante próxima com a Anthropic, criadora do Claude — chatbot que é o coração de várias ferramentas internas da Maçã, segundo o jornalista Mark Gurman.
Em uma entrevista ao TBPN, o insider da Bloomberg disse que a Apple trabalha toda “em cima [das tecnologias] da Anthropic a essa altura”. Além disso, ela teria chegado bem perto de fechar com o Claude em vez do Gemini para “destravar” a nova Siri — algo que acabou caindo por terra por motivos financeiros.
Bloomberg's @markgurman says that even though Apple partnered with Google Gemini for Siri, they actually run their business on Anthropic.
— TBPN (@tbpn) January 29, 2026
"Apple runs on Anthropic at this point. Anthropic is powering a lot of the stuff Apple's doing internally in terms of product development and… pic.twitter.com/NpW0Pyj03J
Eles não iam usar o Google. Na verdade, a Apple ia reconstruir a Siri em torno do Claude. Mas a Anthropic estava pressionando-os. Queriam uma fortuna, vários bilhões de dólares por ano, e a um preço que dobraria anualmente pelos próximos três anos.
Conhecido por suas capacidades de agente e boa performance em tarefas que envolvem programação, o Claude teria perdido parte do seu favoritismo nessa negociação com o lançamento, em novembro do ano passado, do Gemini 3, cujas capacidades avançadas impressionaram o mercado.
via AppleInsider, Cult of Mac