O Departamento de Justiça (Department of Justice, ou DOJ) dos Estados Unidos, em conjunto com um grupo de unidades federativas do país, recorreu [PDF] ao Tribunal de Apelações do Circuito do Distrito de Columbia para solicitar a revisão da decisão proferida pela Justiça americana em seu processo contra o Google.
A empresa foi acusada de monopolizar o mercado de pesquisas na web, em grande parte por conta do acordo bilionário que mantém com a Apple pelo posto de navegador padrão no Safari — algo que o juiz responsável, Amit Mehta, considerou uma violação da lei americana numa decisão proferida em 2024.
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Na época, o DOJ defendeu penalidades e medidas corretivas duras contra o Google, envolvendo não apenas a dissolução do seu acordo com a Apple, como também a venda do seu navegador Chrome — algo que acabou não se concretizando na decisão final do juiz sobre o caso, proferida por ele no ano passado.
Além de permitir que o Google permaneça com o seu navegador, Mehta determinou pouquíssimas mudanças no acordo da empresa com a Apple (que poderá ser mantido, desde que renovado anualmente) — o que foi encarado pela mídia especializada como uma grande vitória para o Google em sua disputa contra o DOJ.
Essa vitória do Google também representou uma vitória para a Apple, tanto pela quantia que recebe anualmente pelo acordo quanto pela possibilidade de firmar novas parcerias com a concorrente — como a que permitirá à Maçã usar o Gemini para alimentar seus recursos de inteligência artificial a partir deste ano.
Caso haja alguma revisão na decisão, cujo recurso deverá ser analisado pelo tribunal neste ano, ambos os acordos entre as duas empresas voltarão a ser alvo de escrutínio até que uma decisão final seja proferida — algo que, segundo a Bloomberg, costuma levar cerca de um ano após a apresentação do recurso.