Reaproveitamento de chips “defeituosos” da Apple é detalhado pelo WSJ

Reaproveitamento de chips “defeituosos” da Apple é detalhado pelo WSJ

O MacBook Neo jogou luz sobre uma prática mercadológica da Apple consagrada durante a gestão de Tim Cook: o binning de chips — isto é, o processo de reaproveitar chips parcialmente defeituosos (um núcleo com alguma falha, por exemplo) como uma alternativa ligeiramente inferior ao produto original — vem sendo um triunfo notório da Maçã na alocação de recursos em sua cadeia de suprimentos, e uma reportagem do Wall Street Journal detalhou esse processo nos anos recentes da empresa.

Essa alternativa no processo de manufatura normalmente envolve a desativação de um núcleo gráfico defeituoso para reaproveitar o chip de variação inferior em novos produtos, evitando o desperdício do que seria considerado meramente um “erro”.

O popular laptop Neo de US$599 da empresa é um entre dezenas de produtos da Apple que utilizam chips de desempenho inferior.

Associamos muito essa prática aos produtos recentes, como o Neo ou o iPhone 17e. Mas, de maneira geral, esse processo foi normalizado nos lançamentos tradicionais desde 2021, quando a linha de chips A chegou com seis variações “capadas” que já haviam dado as caras em versões completamente funcionais nos iPhones mais caros.

Todavia, em termos históricos, a prática remonta ao chip A4, presente no primeiro iPad, no iPhone 4 e na Apple TV de segunda geração; isso ocorria especialmente em chips com alto consumo de bateria, o que não seria um problema em um produto ligado o tempo todo na tomada. Segundo a reportagem, algo semelhante ocorreu com o S7, pensado originalmente para o Apple Watch Series 7 e reaproveitado no HomePod de segunda geração.

Embora produzida em menor quantidade, a linha M também já faz uso do processo: versões inferiores dos chips lançados no MacBook Pro chegaram poucos anos depois ao iPad Air.

Mesmo gerenciando sabiamente os seus componentes, a reportagem ressaltou como as crises mercadológicas relacionadas ao atendimento da enorme demanda por chips voltados à inteligência artificial afetaram a Apple nos últimos tempos, além do recente descompasso de oferta e demanda do próprio MacBook Neo, que esgotou a sobra de estoque do A18 Pro.

O analista Ming-Chi Kuo, nome conhecido nas especulações relacionadas à Maçã, comentou o cenário:

A Apple não tem mais a flexibilidade de antes, e os sinais de pressão estão começando a aparecer.

A escalabilidade produtiva da Maçã, ainda assim, a posiciona bem diante do atual cenário da indústria de tecnologia, e a expansão das variações das suas linhas sublinham como a prática descrita foi bem-sucedida.

MacBook Neo

Cores: prateado, blush, amarelo-cítrico ou índigo
Armazenamento: 256GB ou 512GB (com Touch ID)
R$ 7.298,00 Compre agora

iPhone 17e

Cores: branco, preto ou rosa-pálido
Armazenamento: 256GB ou 512GB
R$ 5.554,00 Compre agora

iPad Air de 13″

Cores: cinza-espacial, azul, roxo ou estelar
Armazenamento: 128GB, 256GB, 512GB ou 1TB
Conectividade: Wi-Fi ou Wi-Fi + Cellular
R$ 8.888,78 Compre agora

iPad Air de 11″

Cores: cinza-espacial, azul, roxo ou estelar
Armazenamento: 128GB, 256GB, 512GB ou 1TB
Conectividade: Wi-Fi ou Wi-Fi + Cellular
R$ 7.933,22 Compre agora
HomePod e HomePod mini (miniatura) Comprar HomePod e HomePod mini de Apple 🇺🇸 Preço: a partir de US$99
Cores: meia-noite, branco, cinza-espacial, azul, amarelo ou laranja

NOTA DE TRANSPARÊNCIA: O MacMagazine recebe uma pequena comissão sobre vendas concluídas por meio de links deste post, mas você, como consumidor, não paga nada mais pelos produtos/serviços usando os nossos links de afiliado.