Após o longo dia seis da Artemis 2, que incluiu a passagem pela lua, a tripulação da missão conversou com o centro de controle após reestabelecerem o contato após o período no lado oculto da Lua. Na conversa, o grupo relatou que testemunhou quatro flashes de impacto distintos na superfície da Lua — fenômenos luminosos causados por pequenas rochas espaciais que colidiram com o satélite natural. Todos os impactos ocorreram no lado visível da Lua, sempre voltado para a Terra, e nas proximidades ou ao sul do equador lunar.
Os flashes são breves, mas intensos, e só puderam ser observados porque a Orion sobrevoava a região bem de perto. Apesar dos impactos serem comuns na Lua, o registro direto por astronautas é uma oportunidade única.

Por que a Lua tem tantos impactos (e crateras)?
A Lua, desprovida de atmosfera significativa, é vulnerável a impactos diretos de objetos espaciais. Sem a proteção atmosférica que desintegra e queima muitos meteoroides antes que alcancem a superfície da Terra, a Lua absorve o impacto direto desses corpos com relativa facilidade.
Quando um meteoroide ou asteroide atinge a superfície da Lua, ocorre uma explosão violenta, liberando uma enorme quantidade de energia. Essa energia vaporiza parte do material lunar, formando crateras no local do impacto. Dependendo da energia do impacto e da massa do objeto, a cratera pode variar em tamanho e profundidade, desde pequenas depressões até grandes bacias. Ao longo de bilhões de anos, incontáveis impactos contribuíram para criar a paisagem lunar que vemos hoje.
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As crateras na Lua formadas por esses impactos são preservadas ao longo do tempo devido à falta de erosão atmosférica do satélite natural. Enquanto na Terra, a erosão e a atividade geológica constante remodelam continuamente a superfície, na Lua, as crateras permanecem relativamente intactas, proporcionando um registro histórico único dos impactos passados.

Artemis 2 teve um dia seis cheio de observações lunares
Durante o dia, a missão Artemis 2 superou o recorde de cerca de 400 mil km de distância da Terra atingido em 1970 pela missão Apollo 13. Isso aconteceu às 14h56 (pelo horário de Brasília). Cerca de 10 minutos mais tarde, os astronautas da NASA Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense (CSA), iniciaram oficialmente suas observações lunares, com duração de aproximadamente sete horas.
Entre 19h43 e 20h25 (horários de Brasília), a equipe em solo perdeu comunicação com a equipe, mas isso já era esperado, pois a cápsula estava passando atrás da Lua nesta segunda-feira (6), o que bloqueia os sinais de rádio necessários para manter o contato com a Terra.

Conforme previsto, a interrupção das comunicações durou cerca de 40 minutos. Durante esse período, a sonda Orion fez a maior aproximação da Lua, passando a uma altitude estimada de 6.546 km, o que, segundo a NASA, aconteceu às 20h.
Apenas dois minutos depois, às 20h02, os astronautas alcançaram o ponto mais longe da Terra em toda a missão, a 406.800 km – a maior distância do planeta já atingida por qualquer ser humano.
Para fechar o dia com chave de ouro, os quatro astronautas acompanharam, durante quase uma hora, um eclipse solar total. O evento foi diferente do comum, pois o fenômeno não pôde ser visto da Terra e foi muito mais longo do que os eclipses tradicionais.
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