Segundo informações do The Verge, a fabricante chinesa BYD anunciou recentemente um plano para ampliar sua presença no mercado europeu de veículos elétricos por meio da instalação de cerca de 3 mil estações de recarga ultrarrápida até o fim de 2027. A iniciativa já começou com unidades implantadas na Alemanha e no Reino Unido.
Os novos equipamentos, chamados de Flash Chargers, prometem atingir até 1.500 kW de potência, o que permitiria recargas em poucos minutos. O projeto envolve um investimento estimado em aproximadamente 2 bilhões de dólares, considerando o custo individual de cada estação.
A empresa afirma ainda que a tecnologia foi desenhada para reduzir impactos na rede elétrica, utilizando baterias de apoio que podem ser recarregadas durante a noite, enquanto apenas veículos compatíveis com determinados sistemas atingiriam as velocidades máximas de carregamento.
Rede de recarga e disputa tecnológica no mercado europeu

A expansão da infraestrutura da BYD ocorre em um cenário de forte competição no setor de mobilidade elétrica na Europa. A proposta da companhia chinesa prevê a instalação de milhares de pontos de carregamento distribuídos pelo continente, com execução gradual até 2027.
Cada estação tem custo estimado em centenas de milhares de euros, o que, na soma total, representa um investimento de escala bilionária. A empresa já iniciou operações iniciais em países como Alemanha e Reino Unido, servindo como etapa piloto do projeto.

A tecnologia anunciada prevê potência significativamente superior aos padrões atuais citados no mercado, permitindo tempos reduzidos de recarga. Segundo a estratégia divulgada, apenas veículos equipados com a nova bateria Blade atingiriam o desempenho máximo, como no caso do modelo Denza Z9 GT, que chega a 70 por cento de carga em cerca de cinco minutos.
Ainda no contexto competitivo, há referência a redes já consolidadas de outras fabricantes, com maior número de carregadores instalados na Europa, o que evidencia a disputa por infraestrutura entre diferentes marcas do setor.
A BYD também sustenta que o sistema não deve sobrecarregar a rede elétrica, pois os equipamentos funcionariam com apoio de baterias internas que seriam abastecidas fora dos horários de pico.
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