A empresa chinesa BrainCo apresentou, na última semana, a mão robótica Revo 3, um dispositivo que vem circulando nas redes sociais e chamando atenção no setor de robótica por seu nível de precisão e complexidade. Desenvolvida na China, com 21 graus de liberdade, a Revo 3 consegue executar mais de 30 tipos diferentes de pegadas, permitindo manipular desde objetos frágeis até ferramentas com precisão.
Em demonstrações, o sistema foi capaz de cortar papel com tesoura, resolver um cubo mágico e realizar movimentos delicados como jogos de coordenação com os dedos, algo raro mesmo em robôs avançados.
O diferencial está no conjunto de sensores táteis distribuídos na palma e nos dedos, que permitem ao sistema identificar pressão, textura e movimento em tempo real, sem depender de câmeras externas. A resposta ocorre com uma frequência de controle de até 500 vezes por segundo, garantindo ajustes quase instantâneos na força aplicada.

Outro ponto relevante é o sistema de controle híbrido, que combina diferentes mecanismos de acionamento para adaptar a força de maneira dinâmica. Isso evita danos a objetos sensíveis e amplia o uso em tarefas que exigem precisão milimétrica, aproximando a experiência de manipulação ao comportamento humano.
O quanto isso afeta a robótica?
Além do hardware avançado, a BrainCo aposta em uma estratégia de código aberto e custo reduzido, com versões para pesquisa estimadas em cerca de US$ 8 mil. A proposta é acelerar o desenvolvimento de robôs mais precisos, novas aplicações e integrar a tecnologia a plataformas como ambientes de simulação e inteligência artificial.
Mais do que um avanço isolado, a Revo 3 aponta para um futuro em que a interação entre humanos e máquinas pode se tornar mais natural, incluindo possíveis integrações com interfaces cérebro-computador.
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