Depois de anos desde a primeira versão do Steam Controller, que foi ao mesmo tempo inovadora e controversa, a empresa retorna com uma proposta mais madura, refinada e claramente focada em um público que valoriza flexibilidade acima de tudo.
O novo modelo chega custando US$ 99 (ou €99 / £85 em outros mercados, ou R$ 500 em conversão direta na cotação atual), com disponibilidade inicial em regiões como Estados Unidos, Europa e Austrália a partir do dia 4 de maio de 2026. Apesar das expectativas, ele não vem acompanhado de novos dispositivos como Steam Machine ou Steam Frame, que seguem sem previsão clara de lançamento. Ainda assim, o controle já nasce integrado a todo o ecossistema da plataforma.
Um controle que vai além do básico
O grande diferencial do Steam Controller continua sendo o mesmo desde a sua origem: ele não tenta ser apenas um substituto de controles tradicionais. Em vez disso, a proposta é aproximar a experiência de um gamepad à flexibilidade que normalmente só existe no teclado e mouse.
E isso começa pelo fato de que ele funciona em praticamente qualquer dispositivo que rode o Steam, incluindo PCs, notebooks e o Steam Deck, sendo pensado como uma extensão da própria plataforma da Valve.
Apesar de manter a essência do modelo original, o novo Steam Controller traz melhorias importantes. Os analógicos agora utilizam tecnologia magnética TMR, que promete maior precisão, melhor resposta e menos desgaste ao longo do tempo.
Outro elemento que chama atenção é o “puck”, um acessório que funciona tanto como receptor wireless quanto como base de carregamento magnética. É uma solução curiosa, mas que resolve duas questões práticas: conexão estável e recarga simples.
A bateria também evoluiu, com promessa de mais de 35 horas de uso, o que coloca o controle em um patamar confortável para sessões longas sem preocupação com recarga.

Os trackpads continuam sendo uma das características mais marcantes e divisivas do Steam Controller. Para quem nunca usou, a ideia pode parecer estranha. Mas eles existem para permitir que jogos pensados para mouse funcionem melhor em um controle.
A precisão e a possibilidade de personalização fazem com que eles sejam mais do que um substituto improvisado. Eles conseguem se adaptar a diferentes estilos de jogo, seja para movimentos rápidos em FPS ou para navegação em interfaces mais complexas.
Ainda assim, é importante dizer: eles exigem adaptação. Não é algo que você domina imediatamente.

Outro ponto onde a Valve claramente evoluiu é no uso de sensores de movimento. O giroscópio já era conhecido, mas aqui ele ganha um aliado importante: o chamado Grip Sense.
Essa tecnologia detecta quando você está segurando o controle e permite ativar ou desativar o gyro automaticamente. Isso resolve um problema comum desse tipo de controle, que é a necessidade de reposicionar a mira constantemente. Funciona de forma parecida com levantar o mouse do mousepad para centralizar novamente.
O verdadeiro diferencial está no software
Se o hardware impressiona, é no software que o Steam Controller realmente se destaca. Tudo gira em torno do Steam Input, o sistema de configuração da Valve que permite personalizar praticamente qualquer aspecto do controle.
Aqui está o ponto central: não existe uma única forma de usar o Steam Controller. Cada botão, sensor ou superfície pode ser ajustado de acordo com o jogo ou até com o estilo do jogador.
O controle já chega com configurações prontas criadas pela comunidade, muitas delas herdadas do trabalho feito no Steam Deck. Isso significa que você não precisa começar do zero, a menos que queira.
Nem todo mundo vai gostar
Por mais interessante que seja, o Steam Controller continua sendo um produto de nicho. Ele não foi feito para quem quer apenas conectar e jogar sem pensar muito. Existe uma curva de aprendizado. Existe experimentação. E existe um certo nível de dedicação necessário para extrair tudo o que ele pode oferecer. Mas essa sempre foi a proposta.
O novo Steam Controller não tenta agradar todo mundo, ele segue sendo uma alternativa para quem quer mais controle sobre a própria experiência, especialmente em jogos de PC que não se adaptam bem aos controles tradicionais. Para esse público, ele é uma ferramenta que muda a forma de jogar.
E considerando tudo o que foi apresentado até agora, a Valve parece ter aprendido bastante com a primeira versão. Resta saber como ele vai se comportar nas mãos dos jogadores.
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