Opera GX chega ao Linux, para a alegria de quem curte personalização e RGB

Opera GX chega ao Linux, para a alegria de quem curte personalização e RGB

Depois de muito tempo sendo pedido por usuários, o Opera GX finalmente deu as caras no Linux. Sim, o navegador “gamer” da Opera agora pode ser instalado oficialmente em distribuições baseadas em Debian, Ubuntu, Fedora e openSUSE.

Um navegador feito para quem joga

O Opera GX não é um navegador comum. Desde o início, ele foi pensado para um público bem específico: gamers que querem manter o controle total do sistema enquanto jogam.

A principal proposta gira em torno do chamado GX Control, um conjunto de ferramentas que permite limitar o uso de CPU, RAM e rede pelo navegador. A ideia é evitar que o browser roube recursos que poderiam estar sendo usados pelo jogo.

Na prática, isso pode até fazer sentido em cenários mais limitados, mas também levanta um questionamento curioso. Em um sistema Linux bem configurado, com um bom gerenciador de processos, isso já não seria controlado automaticamente com mais granularidade e precisão? Ainda assim, para quem prefere uma solução manual, pode ser interessante.

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Tudo num só lugar

Outro ponto forte do Opera GX são as integrações embutidas. O navegador traz acesso direto a plataformas como Twitch e Discord pela barra lateral, permitindo acompanhar streams ou conversar sem precisar alternar abas. É aquele tipo de recurso que pode ser útil para quem utiliza essas plataformas.

Mas também entra naquela categoria de “tudo em um só lugar” e de “imposição de fluxo de trabalho” que nem todo mundo aprecia. Ainda assim, novamente, é uma questão de preferência.

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Customização

Se tem algo que o Opera GX leva a sério, é personalização. O navegador permite modificar praticamente tudo: temas, sons, efeitos visuais, animações, layout e até pequenos detalhes da interface. Existe até uma loja com milhares de mods criados pela comunidade. Para quem gosta de deixar o sistema com “cara própria”, isso pode ser um prato cheio.

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Privacidade

Um dos pontos que a Opera faz questão de destacar é a questão da privacidade. Segundo a empresa, o Opera GX segue padrões europeus de proteção de dados (GDPR), não coleta informações como histórico de navegação ou localização, e inclui bloqueadores de anúncios e rastreadores por padrão.

Além disso, há uma VPN integrada com política de zero logs, auditada de forma independente. Ainda assim, como sempre, vale aquele olhar crítico, ainda mais considerando que o navegador não é open source e o código-fonte não pode ser auditado pelo público.

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Mais uma opção nunca é ruim

Talvez o ponto mais importante dessa história não esteja nas funcionalidades do Opera GX em si, mas no que o seu lançamento representa. Cada aplicativo que chega oficialmente ao Linux reduz uma barreira para novos usuários. Mesmo que você nunca use o Opera GX, o simples fato de ele existir na plataforma já é relevante.

Isso reforça a ideia de que o Linux está cada vez mais presente no radar de empresas e desenvolvedores.

Por enquanto o Opera GX está disponível para download nos formatos .DEB e .RPM no site oficial, com a promessa de uma versão em flatpak.

Vale a pena usar?

Depende do seu perfil. Se você gosta de customização extrema, se identifica com o fluxo de trabalho proposto e curte a “estética gamer”, o Opera GX pode ser uma opção interessante.

Agora, se você já está confortável com navegadores mais tradicionais, como o Firefox ou algum outro sabor de Chromium, dificilmente vai encontrar algo essencial aqui que justifique a troca.

Confira a análise que fizemos há alguns anos sobre o Opera GX!