Uma vulnerabilidade do Claude Cowork no macOS, intitulada SharedRoot, permite que o agente escape do ambiente virtual projetado para o seu acesso, possibilitando aos invasores a leitura e modificação de arquivos armazenados em qualquer lugar no computador.
Para entender a brecha, vale retomar o funcionamento do próprio agente: para impedir que ele extrapole os seus limites de acesso, o Cowork é executado em uma máquina virtual (virtual machine, ou simplesmente VM) que funciona como um sandbox — um ambiente virtual isolado que busca preservar o sistema principal.
Por óbvio, a Anthropic desenha o agente para que os acessos aos arquivos e pastas ocorram apenas de acordo com as permissões concedidas pelo usuário. A falha, no entanto, contorna ambas as proteções.
O ataque se aproveitava de uma falha do Linux (no qual a máquina virtual do Cowork roda) para conseguir acesso total à VM e, a partir daí, aos arquivos do Mac localizados em uma pasta compartilhada. Ao rodar localmente, a máquina virtual compartilha arquivos com o Mac por meio de uma conexão VirtioFS com permissão de escrita, permitindo que até mesmo um usuário comum explorasse essa brecha.
Segundo os pesquisadores da Accomplish, a falha expõe cerca de 500 mil usuários do Cowork. De acordo com o site The Hacker News, a Anthropic classificou o relatório da questão como “informativo”, sem disponibilizar uma correção para a vulnerabilidade — o que torna a execução local do Claude Cowork exposta em termos de segurança, embora o padrão seja a execução via nuvem.
via 9to5Mac