Phantom Tower Review: o Roguelite indie que promete mais do que entrega

Phantom Tower Review: o Roguelite indie que promete mais do que entrega

Phantom Tower chega ao Steam Early Access com quatro anos de desenvolvimento e uma equipe de apenas duas pessoas. A promessa é um Roguelite Hack and Slash com 8 classes, reações elementais e dungeons geradas aleatoriamente — tudo por R$59,99, com desconto de lançamento. Mas quanto dessa promessa se sustenta na prática?

Phantom Tower Review: o que é e o que promete

Phantom Tower é um RPG de Ação Roguelite que combina Hack and Slash com dungeons geradas aleatoriamente, lançado em Early Access na Steam em 13 de julho de 2026. Desenvolvido pela Horien Studio, o jogo também está disponível para Android e iOS em versão freemium.

A premissa é simples e funciona: uma torre ancestral envolta em mistério e conhecimento esquecido, que promete riqueza, fama ou poder a quem ousar subir. Muitos tentaram chegar ao topo — nenhum conseguiu. Não espere uma narrativa elaborada com cutscenes e arcos de personagem. A história de Phantom Tower se conta pelo ambiente, pelos fragmentos de lore encontrados nas dungeons e pelo mistério de descobrir o que existe nos andares mais altos. Para um Roguelite, é o suficiente.

Prós

  • Controles funcionais e responsivos no PC (versão jogada).
  • As habilidades especiais se combinam de forma dinâmica e fluida.
  • 8 classes com habilidades únicas e estratégias de jogabilidade distintas.
  • Reações criadas ao combinar diferentes elementos em ataques são uma proposta interessante.
  • Bênçãos e aprimoramentos com vantagens e desvantagens dão um toque especial.
  • Diversas opções de crafting e de upgrades para o personagem.
  • Uma grande quantidade de equipamentos com diversos buffs.

Contras

  • Interface muito pequena e pouco inspirada.
  • Ataques e movimentação lentos, especialmente pela quantidade de inimigos e dano causado.
  • Mesmo em sua versão paga, exige muito grinding com o preço exorbitante de tudo no jogo.
  • Sistema complexo que é pouco explicado no jogo.
  • Fases vazias, pouco inspiradas e sem elementos interessantes nem diferenças substanciais.
  • Inventário muito limitado pela quantidade de itens e equipamentos que se pode encontrar.

Phantom Tower acerta no combate e na progressão

Phantom Tower gameplay 1
Imagem: Reprodução / Horien Studio

Phantom Tower acerta onde mais importa para o gênero: no combate e na progressão. Seu estilo de arte é simples, mas tem personalidade, e os tutoriais iniciais são curtos o suficiente para não atrapalhar o ritmo. A narrativa não tenta ser mais do que é, e isso funciona.

Sistema de habilidades e bênçãos: o combate que funciona

As três habilidades do personagem — melhoráveis a cada nível — funcionam bem e cumprem o que prometem. Elas são variadas o suficiente para diversificar o combate, e se combinam muito bem entre si, trazendo dinamismo ao combate.

Já as bênçãos, adquiridas no fim de cada andar, proporcionam habilidades passivas (invocadas automaticamente a cada tantos segundos) ou aprimoramentos para seus atributos e outros status. Há uma grande variedade delas, inclusive de ataques, sendo que cada escolha traz benefícios visíveis para seu personagem.

Crafting e upgrades: progressão que recompensa cada run

Phantom Tower gameplay 2
Imagem: Reprodução / Horien Studio

Cada aprimoramento para suas habilidades, escolhido entre 3 opções, geralmente vem com um benefício e uma desvantagem. É um fator que cria um contraponto interessante a cada novo nível, uma escolha difícil muitas vezes e que pressiona o jogador a um desafio maior.

Na cidade, NPCs permitem fazer upgrades em equipamentos e no personagem usando itens coletados dentro da dungeon — a torre que dá nome ao jogo. Também é possível adquirir novas classes, fabricar e comprar equipamentos. É o loop clássico de Roguelite: cada run alimenta a próxima, e isso funciona de forma satisfatória aqui.

Controles responsivos e desempenho estável no PC

Seus controles são bem simples e funcionais, usando o teclado para mover-se e usar habilidades, e o mouse para atacar e interagir com NPCs e menus. Em geral, os movimentos são bem responsivos e a quantidade de teclas não causa confusão em sua jogabilidade.

Quanto ao seu desempenho, ele permaneceu estável durante todo o gameplay. Não houve alteração na taxa de quadros, sem quedas perceptíveis nem problemas na fluidez do jogo. Além disso, os carregamentos são rápidos e mantêm o ritmo de jogo.

Phantom Tower tropeça no ritmo e no design

Phantom Tower gameplay 3
Imagem: Reprodução / Horien Studio

Mas Phantom Tower também tem problemas que aparecem cedo e ficam, e alguns deles são difíceis de ignorar conforme o jogo avança.

Ritmo lento e grinding excessivo: o maior problema do jogo

Sua movimentação e seus ataques são muito lentos, o que funciona em outros jogos, mas não é o caso neste jogo indie. A quantidade de inimigos e o tanto de golpes necessários para acabar com eles traz lentidão, torna os combates desnecessariamente arrastados e morosos.

O mesmo vale para o grinding: o equipamento mais básico exige horas reunindo recursos. Para desbloquear personagens acontece a mesma coisa. Há 8 classes no jogo, mas apenas o guerreiro está disponível inicialmente: para ter acesso a qualquer outra, prepare-se para gastar muitas horas coletando dinheiro.

Interface e fases: design amador que quebra a imersão

Seus menus e HUD são muito pequenos na sua versão de PC, são muito simples e nada elaborados, causando a impressão de um jogo amador. Além disso, as fases são vazias, sem elementos diferentes entre cada sala (o chão inteiro é todo igual inclusive), tornando tudo muito igual e monótono. Não há a impressão de progressão, apenas de se locomover de um lado para o outro.

Quanto a suas animações, apesar de um estilo de arte interessante, também precisam de refino. Os golpes são lentos e o andar parece travado, aumentando a sensação de lentidão já causada pela sua velocidade de movimento e ataque.

Mecânicas mal explicadas: complexidade sem tutorial

Phantom Tower gameplay 4
Imagem: Reprodução / Horien Studio

A mecânica de reação entre os elementos soa interessante, mas não é explicada o suficiente, nem nos tutoriais disponíveis no menu. Nada é claro o bastante: como se aplicam os elementos nos inimigos; qual a vantagem disso; nem sua relação com suas habilidades e armas. O mesmo vale para o sistema de crafting, os buffs e os atributos secundários. São muitos elementos com pouca explicação — e em um Roguelite, onde cada decisão de build importa, essa falta de clareza cobra um preço alto.

Phantom Tower vale a pena? Veredito e ficha técnica

Phantom Tower é um jogo de RPG com fundações interessantes — reações elementais, bênçãos com trade-offs reais, 8 classes com estilos distintos. Mas a lentidão dos combates, o grinding desproporcional e o design de fases vazio drenam a experiência antes que o jogo mostre todo o seu potencial. Por R$59,99, em Early Access, é uma aposta que exige paciência. Pode agradar quem vem do mobile e tem tolerância para jogos ainda em desenvolvimento, mas quem busca um Roguelite polido vai encontrar opções mais completas pela mesma faixa de preço.

Ficha técnica

  • Preço: R$ 59,99
  • Desenvolvedora: Horien Studio
  • Distribuidora: Horien Studio
  • Lançamento Early Access: 13 de julho de 2026
  • Gênero: RPG de ação.
  • Disponibilidade: Steam.
  • PT-BR: Interface e legendas.
  • Plataformas: PC, Android e iOS.
  • Multiplayer: Não possui, apenas para 1 jogador.
  • Classificação indicativa: Livre.

Requisitos mínimos

  • Sistema Operacional: Windows 10.
  • Processador: Intel Core i3-6100 / AMD Ryzen 3 1200.
  • Memória: 4 GB de RAM.
  • Placa de vídeo: NVIDIA GeForce GT 1030 / AMD Radeon RX 550 (2GB VRAM).
  • Armazenamento: 1 GB de espaço disponível.
  • DirectX: versão 11.

Requisitos recomendados

  • Sistema Operacional: Windows 10/11 (64-bits).
  • Processador: Intel Core i5-10400 / AMD Ryzen 5 3600.
  • Memória: 8 GB de RAM.
  • Placa de vídeo: NVIDIA GeForce GTX 1060 / AMD Radeon RX 580 (4GB VRAM).
  • Armazenamento: 4 GB de espaço disponível.
  • DirectX: versão 11.

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