Toda vez que o Zorin OS é mencionado, ele carrega quase automaticamente o rótulo de “distribuição para iniciantes”. E não é à toa, o sistema é realmente uma das melhores portas de entrada ao mundo Linux. Sua semelhança visual com o Windows, a interface intuitiva e a experiência pronta para uso tornam a transição quase imperceptível para quem vem do sistema da Microsoft.
Mas existe um equívoco comum nessa percepção: simplicidade não é sinônimo de limitação. Um sistema fácil de usar não deixa de ser poderoso. E foi justamente por isso que o Raul migrou o seu computador de trabalho para o Zorin OS.
O que separa um iniciante de um avançado
Antes de entender a decisão do Raul, é importante definir o que significa ser um “usuário avançado” em Linux.
Um iniciante geralmente está conhecendo o ecossistema pela primeira vez, aprendendo sobre pacotes, drivers, terminal, personalização e os diferentes ambientes gráficos. É o estágio da descoberta, da curiosidade e das primeiras configurações.
Um usuário avançado, por outro lado, é alguém que já passou por essa fase e entende a lógica por trás do sistema. É quem consegue se virar em qualquer distribuição, identifica a diferença entre pacotes DEB, RPM ou Flatpak, resolve erros no terminal e, principalmente, sabe quando não precisa reinventar a roda.
Modéstia à parte, o Raul faz parte desse segundo grupo. Ele usa Linux há quase cinco anos, tanto para trabalho quanto para lazer. Já passou por Fedora, Arch, Linux Mint, CachyOS e experimentou ambientes gráficos como GNOME, KDE Plasma, Cinnamon e Xfce.
Por isso, chega a ser uma surpresa ele trocar o Fedora, uma distro admirada justamente pelos entusiastas e desenvolvedores, pelo Zorin OS.
Um motivo técnico
A primeira razão para a mudança é técnica, mas representa um dilema real enfrentado por muitos usuários avançados.
Com o GNOME 49, o Fedora deu mais um passo rumo ao abandono do Xorg, sistema de janelas que há décadas serve de base para a interface gráfica do Linux. O sucessor, Wayland, é mais moderno, seguro e eficiente, mas ainda apresenta incompatibilidades notórias com placas NVIDIA.
E, adivinha? O Raul usa uma.
No dia a dia, o Wayland até funciona, mas pequenos incômodos acabam se acumulando: um arquivo de vídeo que não arrasta corretamente para o navegador, o seletor de cores do DaVinci Resolve que só responde no Xorg, janelas que travam ao alternar de tela cheia… nada catastrófico, mas o suficiente para interromper o fluxo de trabalho.
Como o Fedora acompanha sempre as versões mais recentes do GNOME, adiar a migração significaria ficar sem suporte em poucos meses. Então Raul decidiu agir antes da pressão: migrou para o Zorin OS, que traz o GNOME 46 e suporte estendido até 2029, com a garantia do Xorg totalmente funcional até lá.Isso lhe dá tempo para observar, com calma, como o Wayland e a NVIDIA evoluem nos próximos anos.

“Funcionar bem” vale mais
A decisão, porém, vai além do fator técnico. Ela também tem a ver com maturidade de uso. Quando começou no Linux, o Raul, como muitos entusiastas, queria testar tudo. Cada nova distribuição era um playground de descobertas: mudar temas, ícones, extensões e experimentar ambientes diferentes fazia parte da diversão.
Mas com o tempo, o foco mudou. Hoje, o objetivo é produtividade: ligar o computador e trabalhar, sem precisar ajustar um pacote ou buscar um codec. E o Zorin OS entrega exatamente isso: um sistema que já vem pronto para uso, com tudo o que a maioria das pessoas precisa configurado de fábrica.
Em menos de 10 minutos, dá pra personalizar os poucos detalhes que o Raul gosta de ajustar e o sistema está pronto para o trabalho.
O poder do Zorin Appearance
Curiosamente, um dos recursos que mais o encantou no Zorin OS é o que muitos consideram o diferencial voltado a iniciantes: o Zorin Appearance.

Essa ferramenta permite alternar entre layouts completos com um único clique, de Windows 11 a macOS, Linux Mint, ou até variações mais neutras. É a maneira mais fácil e direta de mudar a cara do sistema sem precisar baixar e configurar extensões manualmente.
Para quem gosta de variar o visual ou busca uma experiência mais familiar, isso é um presente. Mas, paradoxalmente, é também um recurso de eficiência para ganhar tempo e consistência sem prescindir da liberdade.
E claro, como em todo sistema Linux, nada impede que você vá além: é possível ajustar manualmente temas, extensões e comportamentos, aproveitando o melhor dos dois mundos.
Uma base sólida e moderna
Outro ponto forte do Zorin é sua base Ubuntu 24.04 LTS. Isso significa estabilidade de longo prazo, atualizações de segurança garantidas e uma compatibilidade quase universal com os aplicativos e drivers disponíveis no ecossistema Linux.
Por ser uma versão LTS (Long Term Support), ela equilibra bem novidades e confiabilidade, o suficiente para rodar ferramentas atuais sem comprometer o sistema com falhas inesperadas.
Embora saiba lidar com problemas técnicos, é melhor não precisar lidar com eles. E é exatamente isso que o Zorin oferece: um ambiente previsível, estável e silencioso, onde o tempo é gasto produzindo, não consertando.
Uma escolha que reflete um novo perfil de usuário
No fim, a decisão do Raul simboliza a maturidade do Linux enquanto plataforma e dele como usuário.
O Zorin OS mostra que o Linux não precisa escolher entre “fácil” e “poderoso”. Ele pode ser os dois. Um sistema que entrega tudo pronto para quem quer praticidade, mas também se abre completamente para quem gosta de explorar, ajustar e entender o que está por trás.
E, talvez, essa seja a verdadeira definição de um usuário avançado: alguém que sabe quando parar de complicar.
Se o seu objetivo é construir um ambiente do zero, o Arch Linux pode ser sua casa. Mas se você quer um sistema pronto para usar, bonito, estável e confiável, o Zorin OS pode ser exatamente o que você procura.
Também está pensando em migrar para o Zorin OS e considera a possibilidade de adquirir a versão Pro? Entenda o que ela oferece.