Após tentar montar um “cinema em casa” com um projetor de baixo custo e descobrir, na prática, que a graça acaba rápido quando a imagem não acompanha a empolgação, demos um passo além e testamos algo mais robusto. Entrou em cena o Byintek U14, um projetor Full HD com Android integrado, foco automático e uma promessa de entregar 1250 ANSI lumens. Embora a própria empresa tenha enviado o aparelho para testes, como sempre, o objetivo aqui é simples: descobrir, sem rodeios, se ele realmente vale o investimento.
Design, construção e conexões
O U14 não é daqueles projetores minúsculos “de mesa de cabeceira”, mas também não chega a ser um trambolho impossível de acomodar. O tamanho maior faz sentido: projetores sérios precisam de espaço interno para refrigeração e componentes mais potentes. Visualmente, ele é bonito, com acabamento que passa uma sensação de produto mais “premium” que os projetores genéricos mais baratos.

Na carcaça, ele traz o básico bem resolvido e alguns bônus interessantes: duas entradas HDMI, porta RJ45 para rede cabeada, saída óptica de áudio, saída P2 para fone/caixa de som, uma porta USB, além de Wi-Fi e Bluetooth. O alto-falante é embutido (12 W, segundo a fabricante), e tem um pezinho ajustável na parte inferior que ajuda a levantar levemente o ângulo de projeção — não é perfeito, mas quebra o galho.

Oficialmente, ele é um projetor 1080p, embora os anúncios às vezes usem “4K” de forma chamativa para indicar apenas suporte de sinal, não resolução nativa. É bom ter isso em mente para não criar a expectativa errada.
Android 9 por dentro
Por dentro, o U14 roda Android 9 com uma interface customizada, no melhor estilo TV Box. Ele vem com 2 GB de RAM e 32 GB de armazenamento interno para instalar aplicativos de streaming ou copiar arquivos de vídeo diretamente para o aparelho.
Na prática, isso dá uma camada interessante de versatilidade: você pode usar apenas o projetor para acessar YouTube, serviços de streaming e players locais, sem depender de um dispositivo externo. Por outro lado, a interface em português deixa claro que a tradução foi feita com ajuda de automação.
Nada que impeça o uso, mas é o tipo de detalhe que lembra que estamos lidando com um Android genérico e antigo, não com o polimento de uma smart TV de marca grande. Aqui, o recurso de espelhamento via Miracast acaba sendo um complemento muito bem-vindo: em vez de confiar eternamente num sistema interno um tanto obsoleto, você pode simplesmente espelhar a tela do celular.
Experiência de projeção
A estrela do show é, sem dúvida, o foco automático. Sempre que você liga o projetor ou muda ele de posição, o U14 ajusta o foco sozinho, rapidamente. Esse pequeno detalhe muda a experiência de uso, especialmente se você não tem o projetor preso no teto e vive movendo o aparelho pela casa.

Em ambiente escuro, a projeção é muito agradável: cores bonitas, definição boa o suficiente para aproveitar filmes, séries e vídeos em Full HD, e uma sensação de “tela grande” que realmente lembra um cinema em casa. Em nossos testes, ficou muito confortável em algo perto de 150 polegadas, cerca de 3 metros de largura. A fabricante fala em até 300″, mas, na prática, esse tipo de exagero tende a custar contraste e nitidez, a recomendação realista é ficar em tamanhos mais moderados.

Já em ambientes claros, ele mostra o limite dos 1250 ANSI lumens. Isso não é um demérito exclusivo do U14: projetores que realmente aguentam salas iluminadas costumam passar dos 4.000 lumens e custar bem mais caro, como modelos da Optoma e similares. Se a sua ideia é usar o projetor em sala de aula ou sala corporativa sem escurecer o ambiente, esse não é o modelo ideal. Mas para quem vai fechar as cortinas ou assistir à noite, ele se sai muito bem.
O ajuste de escala é feito via software, pelo sistema do projetor. Não há anel físico de zoom, então, fora o menu, o controle do tamanho de tela acaba sendo aproximar ou afastar o aparelho da parede/tela de projeção.
Som, ruído e uso no dia a dia
Os alto-falantes embutidos surpreendem positivamente. Não são equivalentes a um bom sistema de som dedicado, mas são perfeitamente suficientes para ver filmes e ouvir música sem se sentir obrigado a conectar uma caixa externa. Para muitos usuários, será literalmente o “ligar e relaxar” que se espera de um projetor de sala.
O ruído da ventilação é moderado. Perto do aparelho, você percebe o barulho de forma clara, mas a uns dois metros de distância, com o som ligado, ele deixa de incomodar.
A vida útil prometida da lâmpada LED é de até 50.000 horas, o que, na teoria, daria cerca de 6 anos ligado 24 horas por dia. É daquelas especificações que a gente não tem como comprovar em pouco tempo de teste, mas, se chegar perto disso em uso realista (algumas horas por noite), já é mais do que o suficiente para muitos anos de uso.

Vale a pena?
Na prática, o Byintek U14 acabou sendo o melhor projetor doméstico que já testamos aqui. Ele está longe de ser perfeito: não serve para ambientes muito claros, usa um Android meio “mais ou menos”, e não tem o refinamento de marcas tradicionais voltadas ao mercado profissional. Mas, dentro da proposta de “cinema em casa acessível”, ele entrega mais do que a maioria dos projetores baratos que prometem mundos e fundos.
Trata-se de um “brinquedo caro”: não é essencial, nem é a solução ideal para quem precisa de projeção profissional, fidelidade de cor absoluta ou uso intensivo em salas iluminadas. Mas, para transformar a sala em cinema de fim de semana, maratonar séries com a família e viver aquela experiência de tela gigante com boa qualidade de som e imagem, ele surpreende de forma bem positiva.
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